Publicado 21/09/2022 20:02 | Atualizado 21/09/2022 20:11
O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, descartou a possibilidade de, se eleito, intervir no agronegócio. "Não é possível que um governo seja maluco de querer fazer intervenção", afirmou o petista em entrevista ao Canal Rural gravada ontem e exibida nesta quarta-feira, 21.
"Se você tentar fazer produção e bloquear, vai quebrar a cara mesmo. Você quebra a cara do Brasil, do negócio e quebra a cara da sua respeitabilidade no mundo", acrescentou o petista. A entrevista é uma tentativa de reconciliação do candidato com o mundo do agronegócio, que causou revolta no setor após dizer em entrevista no Jornal Nacional que parte dele é fascista.
A declaração de Lula vem em meio à insegurança do setor sobre a política para alimentos em um eventual governo petista. Inicialmente, as diretrizes do programa de governo do ex-presidente, registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citavam o termo "regulação da produção agrícola". O fato desagradou ao setor produtivo e foi visto como sinalização de intervenção. O termo acabou retirado da versão final das diretrizes, mas, recentemente, em comício, Lula falou sobre "repensar a distribuição da carne" e "deixar um pouco" no mercado interno, o que também foi recebido com cautela.
Para Lula, a solução para o impasse da produção de alimentos é ampliar o poder de compra da população. "Todos os países do mundo, normalmente, a tradição da exportação é: você exporta aquilo que você não consome, ou o excedente. Você não pode exportar o alimento que falta para o Brasil. Para aquilo que está faltando no Brasil, é o povo ter poder aquisitivo para poder comprar carne. Na hora que o povo tiver poder aquisitivo para comprar carne, quem produz carne vai vender no mercado interno", argumentou na entrevista.
"Se você tentar fazer produção e bloquear, vai quebrar a cara mesmo. Você quebra a cara do Brasil, do negócio e quebra a cara da sua respeitabilidade no mundo", acrescentou o petista. A entrevista é uma tentativa de reconciliação do candidato com o mundo do agronegócio, que causou revolta no setor após dizer em entrevista no Jornal Nacional que parte dele é fascista.
A declaração de Lula vem em meio à insegurança do setor sobre a política para alimentos em um eventual governo petista. Inicialmente, as diretrizes do programa de governo do ex-presidente, registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citavam o termo "regulação da produção agrícola". O fato desagradou ao setor produtivo e foi visto como sinalização de intervenção. O termo acabou retirado da versão final das diretrizes, mas, recentemente, em comício, Lula falou sobre "repensar a distribuição da carne" e "deixar um pouco" no mercado interno, o que também foi recebido com cautela.
Para Lula, a solução para o impasse da produção de alimentos é ampliar o poder de compra da população. "Todos os países do mundo, normalmente, a tradição da exportação é: você exporta aquilo que você não consome, ou o excedente. Você não pode exportar o alimento que falta para o Brasil. Para aquilo que está faltando no Brasil, é o povo ter poder aquisitivo para poder comprar carne. Na hora que o povo tiver poder aquisitivo para comprar carne, quem produz carne vai vender no mercado interno", argumentou na entrevista.
O candidato afirmou que irá concluir o acordo entre Mercosul e União Europeia em seis meses. "Posso garantir uma coisa: se ganhar as eleições, nos primeiros seis meses vamos concluir acordo com União Europeia. Um acordo que leve em consideração a necessidade do Brasil voltar a se reindustrializar, porque não podemos permitir compras governamentais se não prejudicamos as pequenas e médias empresas", disse Lula.
A política ambiental do Brasil é um dos principais motivos apontados pelos parlamentares europeus para manter o acordo sem andamento. "A gente precisa desse acordo. Chegamos perto de fazer um acordo. Estamos dispostos a concluir (acordo) porque temos o que vender, temos produtos competitivos, sobretudo na agricultura. Se depender de mim, vamos vender tudo que produzimos lá fora e não vamos ceder às exigências. Vamos negociar", afirmou.
Sobre desmatamento legal, permitido em determinadas porcentagens conforme cada bioma pelo Código Florestal Brasileiro e refutado por países europeus, Lula declarou que "ninguém é contra". "Está na lei que, se você comprar um terreno na Amazônia, 80% da terra tem de ser preservada", comentou Lula.
O ex-presidente disse também que o Brasil é "soberano" e não tem de se subordinar aos europeus, que estão exigindo produtos livres de desmatamento. "Mas eles também não podem fazer o que a gente quer. Eles disseram não. Nós temos que criar condições para eles dizerem sim. É um processo de negociação", argumentou Lula.
A política ambiental do Brasil é um dos principais motivos apontados pelos parlamentares europeus para manter o acordo sem andamento. "A gente precisa desse acordo. Chegamos perto de fazer um acordo. Estamos dispostos a concluir (acordo) porque temos o que vender, temos produtos competitivos, sobretudo na agricultura. Se depender de mim, vamos vender tudo que produzimos lá fora e não vamos ceder às exigências. Vamos negociar", afirmou.
Sobre desmatamento legal, permitido em determinadas porcentagens conforme cada bioma pelo Código Florestal Brasileiro e refutado por países europeus, Lula declarou que "ninguém é contra". "Está na lei que, se você comprar um terreno na Amazônia, 80% da terra tem de ser preservada", comentou Lula.
O ex-presidente disse também que o Brasil é "soberano" e não tem de se subordinar aos europeus, que estão exigindo produtos livres de desmatamento. "Mas eles também não podem fazer o que a gente quer. Eles disseram não. Nós temos que criar condições para eles dizerem sim. É um processo de negociação", argumentou Lula.
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