Ronaldinho Gaúcho Daniel Castelo Branco
Publicado 21/03/2019 16:51 | Atualizado 21/03/2019 16:51
Rio - Parece que foi ontem que um menino de 19 anos, dentucinho, com a camisa da Seleção marcava um golaço contra a Venezuela e dava o pontapé inicial de uma carreira promissora no mundo do futebol. Nesta quinta-feira, o homem que encantou a todos pelo seu jeito diferenciado e artístico de jogar bola completa 39 anos, nada mais nada menos que Ronaldinho Gaúcho.
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Revelado pelo Grêmio, Ronaldinho era xará do fenômeno que brilhava naquela altura na Inter de Milão e na seleção brasileira. Porém, não apenas um raio cai mais de uma vez no mesmo lugar, como um outro Ronaldo brilhou e fez história no futebol.
O atleta chamou a atenção de todos quando surgiu no Grêmio e rapidamente atraiu os olhares do então técnico da seleção brasileira, Vanderlei Luxembrugo. Foi convocado para a Copa América de 1999 no lugar de Edilson que foi cortado pelas embaixadinhas provocadoras na final entre Corinthians e Palmeiras no Campeonato Paulista que geraram uma pancadaria.
Sorte do então Bruxinho de 19 anos que foi para o Paraguai e logo na sua estréia na Seleção vindo do banco fez um gol que chamou a atenção de todos e fez Galvão Bueno soltar a célebre frase. "Olha o que ele fez".
Sua trajetória continuou ascendente como ídolo do Grêmio, porém,  em 2001 , seu vínculo com o clube gaúcho acabou e acabou indo jogar no PSG na França para revolta do torcedor que acusou o atleta de "mercenário".
Nos gramados franceses, Ronaldinho mostrou seu futebol envolvente e foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo de 2002 na Coréia e no Japão. Em solo oriental, fez parte do pentacampeonato do Brasil sendo um coadjuvante de luxo de Rivaldo e Ronaldo e fazendo um gol inacreditável de falta contra a Inglaterra nas quartas de final.
Em 2003, deixou o PSG e foi fazer história no Barcelona, clube na qual brilhou intensamente e mudou a história da equipe. Nos gramados catalães viveu o auge de sua carreira, mostrando um futebol artístico tipicamente brasileiro. Eram dribles, canetas, chapéus, gols e golaços, a ponto de fazer até a torcida do Real Madrid o aplaudir em pleno Santiago Bernabeu.
Foram dois prêmios de melhor do mundo pela Fifa atuando no Barcelona, nos anos de 2004 e 2005. Além de uma Liga dos Campeões em 2006.
Na Seleção, seu prestígio continuava alto. Assumiu a 10 da amarelinha e jogou demais na conquista da Copa das Confederações em 2005 com direito a gol na final contra a Argentina vencida pelo Brasil por 4 a 1. Porém, no ano seguinte, decepcionou assim como todo o time brasileiro ao formar o quadrado mágico ao lado de Adriano, Ronaldo e Kaká. A Seleção chegou para a Copa do Mundo como favorita na Alemanha mas caiu nas quartas de final frente a França de Zidane e Henry.
Após a decepção na Alemanha, não conseguiu ser o mesmo. Recebeu cobranças na Espanha por sua vida boêmia ter aumentado e dentro de campo não repetiu as mesmas atuações.
Em 2008, deixou o Barcelona e foi para o Milan. No clube italiano, viveu apenas uma temporada de destaque em 2009-2010. Mesmo assim, não foi convocado para a Copa do Mundo de 2010 pelo técnico Dunga.
Em 2011, voltou ao futebol brasileiro para defender o Flamengo em uma negociação polêmica que envolveu o Grêmio que chegou a colocar caixas de som no seu estádio para recepcionar sua cria, porém, o caminho do R10 foi o Rio de Janeiro onde foi recebido com grande festa na Gávea.
Sua passagem pelo Flamengo teve altos e baixos, brilhou muito mais em 2011 quando foi campeão carioca (invicto) e levou o Flamengo a Libertadores de 2012 no Campeonato Brasileiro. Teve uma atuação de gala contra o Santos em um jogo histórico na Vila Belmiro que terminou em 5 a 4 para o Rubro-Negro com direito a gol Puskas de Neymar e três gols do R10 ( um deles por baixo da barreira em uma cobrança de falta).
Em 2012, seu desempenho não foi o mesmo do ano anterior e seus salários passaram a não ser pagos levando Ronaldinho a deixar o clube rumo a Belo Horizonte para jogar no Atlético Mineiro.
Pelo Galo, Ronaldinho teve uma grande passagem levando o clube a sua primeira Libertadores em 2013.
Em 2014, foi se aventurar no futebol mexicano atuando pelo Queretaro e voltou ao futebol carioca para atuar no Fluminense em 2015. Porém, sua passagem foi relâmpago e sem brilho.
Depois da curta passagem pelo Fluminense, Ronaldinho anunciou sua aposentadoria e hoje continua sendo um sucesso de Marketing fazendo viagens pelo mundo e tendo uma marca de escala global.
O amante do futebol sempre lembrará com carinho, daquele dentuço que jogando com as cores azul e grená do Barcelona fez mágicas com a bola, que com seu jeito descontraído dentro de campo conquistou o carinho e o respeito do mundo da bola. Parabéns Bruxo!!!
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