Dirigentes dos clubes brasileiros se reuniram com o Ministério da Fazenda Divulgação
Publicado 14/04/2023 17:32
Publicidade
Rio - Os dirigentes dos clubes se reuniram nesta semana com o Ministério da Fazenda para debater sobre a lei de regularização dos sites de apostas esportivas. A reunião foi realizada na última terça-feira (11) e os clubes demonstraram preocupação com o processo, além de propor maior participação no debate sobre as divisões de verbas. 
Estiveram presente na reunião presidentes e executivos dos quatro maiores clubes de São Paulo, dos quatro maiores do Rio de Janeiro e do Bahia. O ex-presidente corintiano Andrés Sanchez e o ex-deputado Vicente Cândido também estiveram presentes.
Os clubes temem que possam perder recursos via patrocínios, pois, após a regulamentação das apostas de cota fixa, várias empresas do segmento não devem conseguir a licença para operar no Brasil. Os dirigentes desejam que o futebol receba uma parte maior das verbas das apostas, acima do que prevê a atual legislação. 
Além disso, os dirigentes também disseram ao governo que a CBF não representa os clubes. A entidade chegou a tomar a dianteira nas discussões junto ao governo, inclusive com apresentação de uma proposta para distribuição dos recursos. Na proposta apresentada pela confederação, foi reivindicado 4% da receita bruta. 
Nos números apresentados durante a reunião, os clubes alegam que os sites de apostas esportivas são responsáveis pela injeção de cerca de R$ 3 bilhões em patrocínios - valor este que deve cair após a regulamentação. Os clubes, no entanto, não sabem dizer quanto. Eles acreditam que a medida deverá afastar companhias do mercado.
Assim que o governo determinar as regras para o funcionamento das apostas de cota fixa, as empresas serão taxadas, precisarão comprar licenças para operar no Brasil, além de seguir regras em termos de transparência. Os clubes cobram que a divisão do dinheiro proveniente das apostas, sob responsabilidade do governo federal, deve compensar a perda que eles terão com a redução dos patrocínios.
Os clubes agora têm sete dias para formular a proposta. A expectativa é que a proposta fique no meio termo entre a atual proposta legislação e a apresentada pela CBF, que reivindica 4% da receita bruta. Hoje, a lei 13.756, de 2021, determina que o futebol tem direito a 1,63% da receita líquida das apostas após deduzir prêmios de apostadores, seguridade social e imposto de renda. 
Publicidade
Leia mais