Brigitte Henriques renunciou ao cargo de presidente do Comitê Olímpico da FrançaFoto: AFP
Publicado 25/05/2023 13:07
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A presidente do Comitê Olímpico da França, Brigitte Henriques renunciou ao cargo nesta quinta-feira (25), a menos de 500 dias do início dos Jogos de Paris-2024. A saída da primeira mulher a comandar os esportes olímpicos do país é mais uma mudança no comando de entidades esportivas na França na reta final da preparação para o grande evento do próximo ano, a ser realizado entre 26 de julho e 11 de agosto.
Ex-jogadora da seleção francesa de futebol, Henriques anunciou sua despedida no início de uma assembleia geral do comitê, que não revelou as causas da saída. Mas, segundo a imprensa francesa, ela teria apresentado suas razões durante a reunião. A dirigente exercia esta função desde junho de 2021.
Ela será substituída temporariamente pela atual secretária-geral do comitê, Astrid Guyart. Tanto Henriques quanto Guyart têm assento no Comitê Organizador dos Jogos de Paris-2024, mas não são responsáveis diretas pela gestão da entidade. Ambas estão sob o comando do presidente do Comitê Organizador, Tony Estanguet.
A decisão inesperada pode ter relação com as dificuldades que a então presidente vinha tendo na gestão do Comitê Olímpico. Henriques havia solicitado ao Comitê Olímpico Internacional (COI) uma auditoria interna da entidade que presidia devido a divergências com Didier Seminet, secretário-geral na gestão anterior.
Ela ficou dois meses afastada do cargo por licença médica, alegando ter sofrido violência psicológica de Seminet, que negou as acusações e disse ter aberto processo contra Henriques. A agora ex-presidente do Comitê Olímpico também entrou em atrito com seu antecessor, Denis Masseglia, e o advogado Arash Derambarsh, a quem acusou iniciar uma campanha para desestabilizá-la no cargo.
A renúncia de Henriques não é a primeira em entidades esportivas nos últimos meses. No futebol, Noël Le Graët deixou o cargo de presidente da federação após acusações de machismo e má gestão. Bernard Laporte se afastou da presidência da federação de rúgbi e Claude Atcher foi demitido do cargo de CEO da Rugby World Cup, a ser disputada em solo francês em setembro.
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