Publicado 12/02/2025 13:00
Rio - A escolha da sede da Copa do Mundo de 2034 foi controversa e ainda promete muitas polêmicas nos próximos anos. Embaixador do Mundial, o príncipe Khalid bin Bandar Al Saud ressaltou que o país não vai mudar a cultura por causa da competição.
Publicidade"Cada um tem sua própria cultura. Estamos felizes em acomodar as pessoas dentro dos limites da nossa cultura, mas não queremos mudar nossa cultura para outra pessoa", disse o Príncipe, que também é o embaixador saudita no Reino Unido.
O país-sede terá um longo embate com a Fifa nos próximos anos. A Arábia Saudita proíbe o consumo de álcool, o que pode gerar um conflito da entidade máxima do futebol com um dos principais patrocinadores da Copa do Mundo, que é uma empresa de cerveja.
Já em relação a comunidade LGBTQIA+, o príncipe Khalid bin Bandar Al Saud minimizou as leis do país e abriu as portas. Vale lembrar que a homossexualidade é ilegal na Arábia Saudita e é considerada imoral e indecente. A lei prevê pena de morte, prisão, açoites, multas e deportação para estrangeiros.
"Nós receberemos todos na Arábia Saudita. Não é um evento saudita, é um evento mundial e, em grande medida, daremos as boas-vindas a todos que quiserem vir", afirmou.
A Arábia Saudita já foi anunciada como sede da Copa do Mundo de 2034. O país foi o único candidato na disputa e venceu com nota 4,2 de um máximo de 5. O projeto prevê jogos em 15 estádios de cinco cidades do país: Neom, Jidá, Abha, Riade e Al Khobar. O estádio King Salman, em Riade, foi escolhido para receber o jogo de abertura e a final.
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