Publicado 05/05/2025 20:51
Rio - A CBF acionou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e pediu uma "apuração rigorosa" no caso de injúria racial na vitória por 1 a 0 do Operário-PR sobre o América-MG, pela Série B do Campeonato Brasileiro, no último domingo (4). Na reta final da segunda etapa, Allano, do time paranaense, foi vítima de racismo por parte de Miguelito, da equipe mineira.
PublicidadeO boliviano foi preso em flagrante, mas recebeu liberdade provisória nesta segunda-feira (5). Em nota, a entidade máxima do futebol brasileiro informou que encaminhou a súmula da partida ao STJD e destacou "tolerância zero" para o crime.
"Futebol é um espaço de respeito, inclusão e igualdade, e que ações firmes continuarão sendo tomadas para erradicar o racismo em nosso esporte. Não há espaço para o preconceito nos campos ou na sociedade", reforçou o comunicado.
Allano disse ter sido chamado de "preto do c***" pelo adversário na reta final da segunda etapa. Árbitro da partida, Alisson Sidnei Furtado utilizou o protocolo antirracista da Fifa e da CBF, sinalizando com os braços cruzados, na altura do peito, em forma de “X”. O embate ficou paralisado por 15 minutos.
Depois do último apito do juiz, ambos os jogadores - e Jacy, volante do Operário-PR que testemunhou o caso - foram conduzidos até a sede da 13ª Subdivisão Policial, e Miguelito recebeu voz de prisão.
Confira a nota da CBF na íntegra:
"A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reafirma seu compromisso inabalável na luta contra o racismo no futebol. Em conformidade com sua política de tolerância zero a qualquer forma de discriminação, a entidade orienta todos os árbitros a acionarem o protocolo da CBF em casos de agressões racistas, como ocorreu no último domingo (4) na partida entre Operário-PR e América-MG, pela Série B do Campeonato Brasileiro, em Ponta Grossa.
A CBF informa que já encaminhou a súmula da partida ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), órgão responsável por conduzir uma apuração rigorosa para assegurar a devida responsabilização dos envolvidos.
Reiteramos que o futebol é um espaço de respeito, inclusão e igualdade, e que ações firmes continuarão sendo tomadas para erradicar o racismo em nosso esporte. Não há espaço para o preconceito nos campos ou na sociedade."
A CBF informa que já encaminhou a súmula da partida ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), órgão responsável por conduzir uma apuração rigorosa para assegurar a devida responsabilização dos envolvidos.
Reiteramos que o futebol é um espaço de respeito, inclusão e igualdade, e que ações firmes continuarão sendo tomadas para erradicar o racismo em nosso esporte. Não há espaço para o preconceito nos campos ou na sociedade."
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