Publicado 12/08/2025 14:48 | Atualizado 12/08/2025 14:49
Espanha - O Real Madrid não aprovou e protestou na Fifa contra a possibilidade do Barcelona disputar seu jogo contra o Villareal, pelo Campeonato Espanhol, nos Estados Unidos. Em comunicado, o clube merengue afirmou que a medida "viola a igualdade entre os competidores, compromete a legitimidade dos resultados e estabelece um precedente inaceitável".
PublicidadeA partida do Barça seria realizada no Hard Rock Stadium, em Miami, pela 17ª rodada da competição, em 20 de dezembro. Porém, ainda depende da aprovação do órgão máximo do futebol e da Uefa.
A ideia da realização do duelo em solo americano partiu de La Liga e é um desejo antigo do presidente Javier Tebas. O principal objetivo é de internacionalizar a competição e, consequentemente, atrair mais investimentos externos.
Não é a primeira vez que uma grande liga da Europa quer levar um jogo para fora de seu país de origem. Em fevereiro de 2026, Milan e Como duelarão na Austrália, em partida válida pelo Campeonato Italiano.
Veja o comunicado completo do Real Madrid
"O Real Madrid CF deseja expressar aos seus sócios, torcedores e fãs de futebol em geral sua firme rejeição à proposta de realizar a partida correspondente à 17ª rodada do Campeonato Nacional da Primeira Divisão entre Villarreal CF e FC Barcelona fora da Espanha.
A medida, implementada sem informação prévia ou consulta aos clubes participantes da competição, viola o princípio essencial da reciprocidade territorial que rege as competições de ligas de rodada dupla (uma partida em casa e outra na casa do time adversário), alterando o equilíbrio competitivo e concedendo uma vantagem esportiva indevida aos clubes requerentes.
A integridade da competição exige que todas as partidas sejam disputadas nas mesmas condições para todas as equipes. Modificar unilateralmente esse regime viola a igualdade entre os competidores, compromete a legitimidade dos resultados e estabelece um precedente inaceitável que abre caminho para exceções baseadas em interesses alheios aos estritamente esportivos, afetando claramente a integridade esportiva e correndo o risco de adulteração da competição. Se essa proposta for implementada, suas consequências serão tão graves que marcarão uma virada para o mundo do futebol.
Qualquer modificação deverá, em todos os casos, contar com a concordância expressa e unânime de todos os clubes participantes da competição, além de respeitar rigorosamente as normas nacionais e internacionais que regem a organização de competições oficiais.
Em defesa deste princípio, o Real Madrid já realizou três ações específicas:
1. Solicitar que a FIFA, como garantidora das regras internacionais do futebol, não autorize a partida sem o consentimento prévio de todos os clubes participantes da competição.
2. Solicitar à UEFA, como garante da integridade das competições europeias e da coerência regulatória com a FIFA, que inste a RFEF a retirar ou indeferir o pedido, reafirmando o critério estabelecido em 2018 que impede que partidas oficiais de competições nacionais sejam disputadas fora do território nacional, exceto em circunstâncias excepcionais devidamente justificadas, as quais não se aplicam aqui.
3. Solicitar ao Conselho Superior de Esportes que não conceda a autorização administrativa necessária sem o consentimento unânime.
O Real Madrid reafirma seu compromisso com o respeito às normas nacionais e internacionais que garantem a lisura e o bom funcionamento das competições oficiais e defenderá seu cumprimento perante todos os órgãos competentes".
A medida, implementada sem informação prévia ou consulta aos clubes participantes da competição, viola o princípio essencial da reciprocidade territorial que rege as competições de ligas de rodada dupla (uma partida em casa e outra na casa do time adversário), alterando o equilíbrio competitivo e concedendo uma vantagem esportiva indevida aos clubes requerentes.
A integridade da competição exige que todas as partidas sejam disputadas nas mesmas condições para todas as equipes. Modificar unilateralmente esse regime viola a igualdade entre os competidores, compromete a legitimidade dos resultados e estabelece um precedente inaceitável que abre caminho para exceções baseadas em interesses alheios aos estritamente esportivos, afetando claramente a integridade esportiva e correndo o risco de adulteração da competição. Se essa proposta for implementada, suas consequências serão tão graves que marcarão uma virada para o mundo do futebol.
Qualquer modificação deverá, em todos os casos, contar com a concordância expressa e unânime de todos os clubes participantes da competição, além de respeitar rigorosamente as normas nacionais e internacionais que regem a organização de competições oficiais.
Em defesa deste princípio, o Real Madrid já realizou três ações específicas:
1. Solicitar que a FIFA, como garantidora das regras internacionais do futebol, não autorize a partida sem o consentimento prévio de todos os clubes participantes da competição.
2. Solicitar à UEFA, como garante da integridade das competições europeias e da coerência regulatória com a FIFA, que inste a RFEF a retirar ou indeferir o pedido, reafirmando o critério estabelecido em 2018 que impede que partidas oficiais de competições nacionais sejam disputadas fora do território nacional, exceto em circunstâncias excepcionais devidamente justificadas, as quais não se aplicam aqui.
3. Solicitar ao Conselho Superior de Esportes que não conceda a autorização administrativa necessária sem o consentimento unânime.
O Real Madrid reafirma seu compromisso com o respeito às normas nacionais e internacionais que garantem a lisura e o bom funcionamento das competições oficiais e defenderá seu cumprimento perante todos os órgãos competentes".
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