Sede do STJDLucas Figueiredo/CBF
Publicado 05/09/2025 15:22
Rio - O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) liberou Ygor Catatau, Gabriel Tota e Romário, alvos da operação Penalidade Máxima, para voltarem a atuar no futebol. Em decisão unânime, nesta sexta-feira (5), o tribunal acabou com banimento do trio, que ocorreu há dois anos e dois meses.
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Na Operação Penalidade Máxima, conduzida pelo Ministério Público de Goiás, os três foram identificados como participantes em esquemas de apostas. Os atletas foram punidos com eliminação e multa. 
Após mais de dois anos, os jogadores conseguiram comprovar atividades profissionais e declarações de idoneidade, além de pagamento da multa proposta na sentença, e conseguiram ser liberados para retornar com suas carreiras.
O trio acompanhou aos julgamentos na sede do STJD, no Rio de Janeiro, e viram o subprocurador-geral Eduardo Ximenes se posicionar favorável ao pedido de absolvição. O oficial ainda ressaltou a importância da reabilitação dos atletas.
"Não há outro entender a não ser pelo pleno cumprimento dos requisitos e ressaltando a importância da reabilitação dos atletas", disse Eduardo Ximenes.

Penalidade Máxima 

A Operação Penalidade Máxima investiga um esquema de manipulação de jogos no futebol brasileiro, descoberto após o volante Romário, do Vila Nova, aceitar R$ 150 mil para cometer um pênalti contra o Sport na Série B. Ele recebeu R$ 10 mil de adiantamento e teria os outros R$ 140 mil após a partida, mas como não foi relacionado, tentou cooptar colegas de time – sem sucesso.
Deflagrada em 2023, a operação revelou fraudes em campeonatos estaduais e no Brasileirão, resultando em denúncias e punições contra atletas.

 

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