Carabobo eliminou o Huachipato na fase prévia da LibertadoresDivulgação / Conmebol
Publicado 25/02/2026 21:00 | Atualizado 25/02/2026 21:06
Rio - O futebol sul-americano não se cansa de registrar casos de discriminação. E a denúncia da vez vem do duelo de volta entre Carabobo e Huachipato, no Chile. Após o duelo de volta da fase prévia da Libertadores, o venezuelano Alexander González foi às redes sociais protestar contra cantos xenofóbicos dos chilenos, que acusavam ele e seus compatriotas de "passarem fome".
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O jogador compartilhou em suas redes sociais um vídeo da torcida chilena cantando "ele está com fome, o venezuelano está com fome", após o Carabobo avançar com triunfo por 2 a 1 no jogo de volta, após fazer 1 a 0 em seus domínios. Ele ironizou dizendo que estavam "com fome de gols", mas logo depois, em novo post, em tom sério e crítico, o ato xenofóbico foi totalmente repudiado em denúncia.
"Algumas coisas merecem viralizar mais do que outras. No entanto, é evidente que estamos vivendo em um mundo de cabeça para baixo. Hoje, nós, venezuelanos, fizemos nossas vozes serem ouvidas aqui no Chile. Somos generalizados como: famintos, venezuelanos, e assim por diante. Eles não percebem que por trás de cada ser humano, existe uma pessoa em luto, uma mãe, uma criança, uma avó oferecendo orações e fazendo inúmeros esforços para que essa pessoa tenha sucesso", disse González.
Por fim, González ainda cobrou uma atitude da Conmbol que puna o Huachipato. O artigo 17 do Código Disciplinar da Conmebol prevê punição para os clubes em casos de discriminação baseada em raça, etnia ou nacionalidade. Os clubes cujos torcedores cometerem atos de racismo/xenofobia podem receber multas mínimas de 100 mil dólares (cerca de R$ 500 mil) e punições como jogos com portões fechados.
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