Ibañez em treino da seleção brasileiraRafael Ribeiro/CBF
Publicado 29/03/2026 19:00
Rio - Parece filme repetido, mas não é. Convocado pela primeira vez pelo técnico Carlo Ancelotti, o zagueiro Ibañez entrou de última hora na briga por uma vaga na Copa do Mundo de 2026. O jogador, de 27 anos, ficou fora da lista final do técnico Tite em 2022, mas recebeu uma segunda chance com o treinador italiano e voltou a sonhar em disputar a competição pela seleção brasileira.
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"Foi um sentimento de frustração por não ir para a Copa naquele momento. Fiquei feliz pelo Bremer, que mostrou o trabalho dele e foi convocado. Torci igual. Foi doído para eles e para nós que estávamos em casa assistindo. Novamente estou aqui dando o meu máximo para estar lá. O sentimento é sempre o mesmo, de que temos que dar o nosso máximo, honrar nossa nação e dar o melhor para representar o país", disse.
A versatilidade do jogador foi determinante para a convocação. Em meio aos problemas nas laterais, Ancelotti vê necessidade em ter defensores com capacidades de atuar em mais de uma função. É o caso, por exemplo, de nomes como Danilo e Éder Militão. A bola da vez foi Ibañez. O zagueiro de origem se colocou à disposição para jogar de lateral no lugar de Wesley, que foi cortado por lesão.
"Vim para dar o melhor em qualquer função que seja. Quero ajudar. A minha questão de jogar na lateral vai ser mais conservador. Não vou ser aquele que vai chegar lá na frente, cruzar e dar assistências. Vou fornecer o defensivo para o ponta poder atacar. Vou dar proteção para ele sabendo que a qualidade no extremo é muito alta", explicou o defensor.
Revelado no Fluminense, Ibañez estreou no profissional em 2018. No ano seguinte, foi negociado com a Atalanta, da Itália, mas não teve muito espaço. Em 2020, foi emprestado para a Roma, onde viveu a melhor fase da carreira. O jogador caiu nas graças do técnico José Mourinho e foi campeão da Liga Conferência com o time italiano. Em 2023, decidiu se aventurar no Al Ahli, da Arábia Saudita.
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