Publicado 20/05/2026 21:49
O jogo da volta da semifinal do Brasileirão feminino sub-20 entre Ferroviária e São Paulo na Fonte Luminosa, em Araraquara, nesta quarta-feira (20), foi marcado por uma denuncia de misoginia. Sarah Aysha disse que foi chamada de "biscate" por um homem. Na súmula, a árbitra relatou que foi informada pelas jogadoras do Tricolor Paulista que a ofensa foi proferida pelo maqueiro.
Publicidade"A gente está numa categoria de base. A gente está aqui para aprender sobre o futebol e, num momento daquele, o cara me mandar tomar no c....e me chamar de biscate, é inadmissível. É inadmissível. A gente está aqui para aprender, está todo dia aqui treinando, passa o ano inteiro treinando longe da família para chegar um cara e me chamar de biscate fora de campo. É inadmissível", disse Sarah Aysha, ao 'SporTV'.
A árbitra Talita Ximenes de Freitas acionou o protocolo antirracismo e relatou o acontecimento na súmula da partida. Confira abaixo:
"Informo que aos 45+3 minutos do segundo tempo, a partida ficou paralisada por 3 minutos, após ser informada pelas jogadoras da equipe São Paulo Futebol Clube, da ofensa proferida pelo maqueiro sr. Jair Modesto Palombo, bem como do pedido de abertura do protocolo antirracismo. Diante dos fatos, paralisei a partida e abri o protocolo conforme solicitado, prestando assistência à atleta ofendida, nº 04, sra. Sarah Aysha Lopes Santos, da equipe do São Paulo Futebol Clube", escreveu a árbitra.
"A atleta relatou que o referido senhor proferiu as seguintes palavras: 'vai tomar no c*, biscate'. Informei as capitãs e a técnica da equipe visitante, aguardei a recuperação da atleta e, após questioná-la se estava apta a retornar à partida, a mesma informou que retornaria. Dessa forma, a partida foi reiniciada aos 45+6 minutos do segundo tempo. Após o término da partida, fui informada de que a atleta e o clube registrariam boletim de ocorrência sobre o fato. Informo também que no segundo tempo da partida houve 8 minutos de acréscimos".
O São Paulo venceu a partida por 4 a 2. Na ida, foi superado por 2 a 1. Dessa forma, avançou à final do Brasileirão sub-20 com um triunfo por 5 a 4 no placar agregado.
Posicionamento do São Paulo
Na partida desta quarta-feira (20), entre Ferroviária e São Paulo, pela semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-20, a arbitragem acionou o protocolo antirracista após a atleta Sarah Aysha, do São Paulo, sofrer um episódio de misoginia vindo de um integrante do quadro móvel da equipe mandante.
O São Paulo FC reforça que não tolera nenhum tipo de preconceito e aguarda que as autoridades cumpram com sua responsabilidade para que a justiça seja feita.
O São Paulo FC também informa que prestará todo suporte necessário à atleta, que muito nos orgulha de ter no elenco, vestindo nossa camisa.
O Futebol Feminino é gigante, e não há espaço para cenas lamentáveis como esta.
O São Paulo FC reforça que não tolera nenhum tipo de preconceito e aguarda que as autoridades cumpram com sua responsabilidade para que a justiça seja feita.
O São Paulo FC também informa que prestará todo suporte necessário à atleta, que muito nos orgulha de ter no elenco, vestindo nossa camisa.
O Futebol Feminino é gigante, e não há espaço para cenas lamentáveis como esta.
Posicionamento da Ferroviária
As Guerreiras Grenás vêm a público manifestar repúdio à atitude ocorrida ao final da partida da categoria Sub-20, quando um integrante da equipe de apoio proferiu ofensas contra uma atleta do São Paulo Futebol Clube.
O comportamento registrado é inadmissível, não representa os valores da instituição e contraria tudo aquilo que defendemos dentro e fora de campo: respeito, responsabilidade, ética, formação humana e valorização das mulheres no esporte.
Pedimos desculpas à atleta ofendida, ao São Paulo Futebol Clube, à sua comissão técnica, ao elenco e a todos que se sentiram atingidos pela situação. Nenhuma circunstância justifica agressões verbais, especialmente em um ambiente que deve promover convivência, educação e respeito entre atletas, profissionais e equipes.
A instituição informa que a conduta será apurada internamente e que as medidas cabíveis serão adotadas. Reforçamos, ainda, nosso compromisso permanente com a construção de um futebol feminino cada vez mais seguro, respeitoso e digno para todas as pessoas envolvidas.
As Guerreiras Grenás também parabenizam o São Paulo Futebol Clube pela classificação à final do Campeonato Brasileiro Sub-20, reconhecendo a campanha realizada pela equipe e desejando uma decisão à altura da grandeza da competição.
Reafirmamos que atitudes ofensivas, discriminatórias ou desrespeitosas não serão toleradas em nosso ambiente.
Guerreiras Grenás
O comportamento registrado é inadmissível, não representa os valores da instituição e contraria tudo aquilo que defendemos dentro e fora de campo: respeito, responsabilidade, ética, formação humana e valorização das mulheres no esporte.
Pedimos desculpas à atleta ofendida, ao São Paulo Futebol Clube, à sua comissão técnica, ao elenco e a todos que se sentiram atingidos pela situação. Nenhuma circunstância justifica agressões verbais, especialmente em um ambiente que deve promover convivência, educação e respeito entre atletas, profissionais e equipes.
A instituição informa que a conduta será apurada internamente e que as medidas cabíveis serão adotadas. Reforçamos, ainda, nosso compromisso permanente com a construção de um futebol feminino cada vez mais seguro, respeitoso e digno para todas as pessoas envolvidas.
As Guerreiras Grenás também parabenizam o São Paulo Futebol Clube pela classificação à final do Campeonato Brasileiro Sub-20, reconhecendo a campanha realizada pela equipe e desejando uma decisão à altura da grandeza da competição.
Reafirmamos que atitudes ofensivas, discriminatórias ou desrespeitosas não serão toleradas em nosso ambiente.
Guerreiras Grenás
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