Carlos Augusto Montenegro Vitor Silva/Botafogo
Publicado 29/04/2022 14:12
Rio - Prática comum em anos recentes, a sexta-feira amanheceu com um áudio vazado de Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo. O executivo comentou sobre John Textor em um grupo de WhastApp com representantes e torcedores do Alvinegro. O conteúdo logo se espalhou pela internet.
O mandatário do título brasileiro em 1995 elogiou as ações do norte-americano que comprou 90% da SAF do Alvinegro. No áudio, Montenegro ficou impressionado com o valor gasto pelo Glorioso em contratações logo na primeira janela de transferências.
"Eu não quero tirar onda, mas acho que está na hora de zerar o passado e pensar só no futuro. É covardia comparar qualquer coisa agora com o passado, entendeu? Gastamos 70 milhões em três meses. A gente não gasta 70 milhões nos últimos 20 anos, é uma comparação da água para o vinho. Eles agora fazem a publicidade que querem no estádio, estão pagando todas as dívidas, romperam todos os contratos, o dinheiro está chovendo. O Textor está botando para quebrar, só esqueceu até agora de contratar um goleiro. O resto está fazendo tudo", afirmou.
Montenegro colocou que a gestão de Textor é incomparável com a de gestões do modelo administrativo do Botafogo. Os únicos presentes dos últimos anos que foram 'salvos' pelo executivos foram ele mesmo e Durcesio Mello, atual mandatário e o responsável por sacramentar a venda da SAF.
"Estou impressionado. Comparar isso com administração de Nelson Mufarrej, CEP, Maurício Assumpção, Bebeto, Mauro Nei é até covardia. Passou o tempo todo fugindo de penhoras, pessoas chegando lá para cobrar dívidas, não tinha um centavo para nada. Tinham que aceitar praticamente tudo que os empresário propunham. Às vezes para contratar um jogador médio tinha que vir um ruim, é uma covardia ficar falando do passado. Vamos comemorar o presente e o futuro, deixa o passado em paz. Tem muita gente que lutou para o clube sobreviver, tiveram muitos erros, mas muitos acertos, conquistas suadas. Vamos em frente, não se pisa em cachorro morto", completou.
 
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