John Textor, dono da SAF do BotafogoVítor Silva / Botafogo
Publicado 04/08/2025 20:40 | Atualizado 04/08/2025 20:42
Rio - Em carta enviada ao Lyon, da França, no dia 18 de julho, o Botafogo afirmou que vendeu Luiz Henrique, Igor Jesus, Jair e Savarino em "condições favoráveis" com a intenção de ajudar a situação financeira do clube, que faz parte da Eagle Football, rede multi-clubes de John Textor. Além disso, houve o empréstimo sem custos de Thiago Almada. Agora, o Glorioso cobra um reembolso de mais de R$ 410 milhões dos franceses. As informações são do site 'ge'.
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O Lyon corria risco de rebaixamento e precisava urgentemente aumentar o caixa para ter garantias de permanecer na Primeira Divisão. Assim, o conceito de "caixa único" entre os parceiros da empresa foi útil.
"Botafogo decide ajudar o Lyon baseado na visão, objetivos e estrutura criado no conceito da "Família Eagle", afirmando que todos os clubes da companhia toquem negócios como uma empresa única. (...) Porém, esses esforços representaram perda de material humano: (I) depois da decisão do DNCG de 15 de novembro de 2024, Botafogo transferiu Almada, um dos principais jogadores do time, sem cobrar qualquer taxa de salários ou transferência; (II) Botafogo foi "forçado" a aceitar taxas de descontos altas em vendas para receber valores a curto prazo em vendas para ajudar o Lyon com fundos; (III) na decisão do DNCG de 15 de novembro de 2024 que proibiu o Lyon de inscrever jogadores, Botafogo foi recorrido para negociar com terceiros certos jogadores que poderiam se transferir ao Lyon, como Luiz Henrique, Igor Jesus e Jair em condições desfavoráveis, aceitando taxas de transferências bem menores do que o valor de mercado desses jogadores", diz o documento do Alvinegro.
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Além da venda externa, o Botafogo se comprometeu a fazer negócios de jogadores com os próprios franceses. O Glorioso vendeu direitos econômicos de quatro atletas visando a melhora esportiva do co-irmão. Então, apareceu o caso de Savarino.

"Contrato de Transferência firmado entre o Botafogo e o OL relativo à transferência definitiva dos direitos federativos e econômicos de David Savarino Quintero (“Savarino”) do Botafogo para o OL, mediante o pagamento incondicional pelo OL ao Botafogo de € 7.600.000,00 (Sete Milhões e Seiscentos Mil Euros), datado de 11 de março de 2025", aponta outro trecho da carta.
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Agora, o Alvinegro cobra o reembolso dos valores de Almada e Igor Jesus na Justiça. Ao todo, chegam a aproximadamente R$ 592 milhões na cotação atual. 

Valores citados pelo Botafogo*: 

. Almada por 27.075.000 de euros
. Igor Jesus por 43.134.297 de dólares
Jair por 20.900.000 de euros
Savarino por 7.600.000 de euros
*Não houve especificação do custo de Luiz Henrique

Confira a nota oficial do Botafogo: 

"A SAF Botafogo esclarece que sempre valorizou a colaboração dentro do ecossistema da Eagle Football e mantém o desejo de que essa parceria siga existindo, em benefício de todos os clubes que compõem o grupo.

Infelizmente, medidas adotadas por órgãos reguladores na França comprometeram o funcionamento dessa integração, resultando na interrupção dos acordos de cash pooling que vinham sendo benéficos para todas as partes. Diante deste cenário, tornou-se necessário formalizar, por vias legais, que o atual desequilíbrio financeiro entre as entidades aponta para a necessidade de reembolso à SAF Botafogo por valores anteriormente emprestados.

Além disso, algumas medidas corporativas foram adotadas, com o devido alinhamento junto ao nosso parceiro acionista, o Botafogo de Futebol e Regatas (BFR), visando permitir a entrada de novos aportes de capital no Clube, caso os reembolsos por parte da Eagle ou do Olympique Lyonnais (OL) não sejam viabilizados de imediato. Tais ações não tiveram caráter provocativo e a SAF Botafogo reconhece integralmente o direito de seu acionista majoritário de ter prioridade em qualquer oportunidade de investimento no Clube, antes que se considere a participação de investidores externos. Ressaltamos, porém, que tais investimentos não seriam necessários caso o OL consiga honrar com os reembolsos devidos.

Para fins de esclarecimento, destacamos que as ações societárias tomadas até o momento consistem apenas em autorizações legais e que não há, no presente momento, qualquer plano que vise à diluição da participação acionária do nosso sócio majoritário. Inclusive, tais medidas seriam necessárias para possibilitar que o próprio acionista majoritário realize novos investimentos.

Por fim, a SAF Botafogo reforça que qualquer eventual negociação envolvendo a venda de participação majoritária na sociedade, seja ela conduzida por John Textor ou por terceiros, deverá necessariamente passar por um processo de diálogo e negociação amigável com o atual sócio majoritário. Embora medidas judiciais e societárias possam ser interpretadas de maneira equivocada por parte da imprensa, é fundamental que nossos torcedores tenham plena ciência de que a SAF Botafogo segue tendo a Eagle Football como sua acionista controladora, e que esta, por sua vez, é majoritariamente controlada por John Textor. Reiteramos nosso compromisso para que todas as discussões envolvendo o futuro da SAF ocorram de forma transparente, responsável e respeitosa."
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