Lucas Verthein é remador do BotafogoDivulgação/Botafogo
Publicado 25/08/2025 16:41
Rio - Lucas Verthein e Botafogo romperam contrato depois de 13 anos. O remador, que é formado na base do clube, alega que o vínculo foi rescindido de forma unilateral pela gestão atual dos esportes olímpicos há um mês atrás. A diretoria alvinegra, porém, negou e afirmou que a decisão veio do atleta.
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Campeão Pan-Americano em 2023 e com campanha histórica nas Olimpíadas de 2024, Lucas nunca cogitou sair do Glorioso. No entanto, viu sua situação mudar com a chegada dos novos gestores da parte social do Botafogo - João Paulo Magalhães e o vice-presidente da modalidade, João Gualberto Teixeira de Mello, assumiram a gestão em janeiro deste ano.
O remador reforçou que nutre "um grande amor pelo clube" e que soube a decisão por terceiros, o que o deixou chateado.
"Descobri sobre minha saída do clube através de terceiros. Soube que meu contrato tinha sido rescindido de forma unilateral. Então, fui procurar saber o que tinha acontecido e me disseram que realmente não iriam renovar comigo, mas não me deram muitas explicações em relação a isso. É triste tudo o que eu passei desde janeiro. Eu estava na Copa do Mundo, representando o Brasil na Itália, quando soube disso. Foi um momento muito difícil mentalmente para mim", disse em entrevista ao site 'ge'.
O desgaste na relação entre as duas partes começou quando cortes significativos foram feitos no remo. Alguns atletas, inclusive, perderam a ajuda de custo oferecida pelo clube. Assim que o coordenador técnico Alexandre Fernandes, o Xoxô, foi demitido por questões financeiras, a situação ficou insustentável.
Além das adequações financeiras, o Botafogo alegou poucos resultados expressivos do atleta em 2024, o que transformou a situação de Lucas Verthein insustentável. Em reunião interna, entre os gestores e os sócios benméritos, a decisão foi vista como correta.
O remador contrapõe afirmando que sua preparação foi prejudicada em toda a temporada. O clube o inscreveu em um Campeonato Estadual e o avisou poucos dias antes. Ele tinha compromissos para a disputa da Copa do Mundo de remo dias depois, mas teve que desistir da disputa.
Sem clube, Lucas Verthein mostrou estar abalado psicologicamente. Além do acompanhamento terapêutico para lidar com quadros de depressão e ansiedade, o remador também conta com a ajuda da canoísta e sua noiva Ana Sátila. 
"A Ana fez o papel principal, junto com a minha psicóloga, claro, mas ela que estava ali para segurar as minhas pontas. Acho que se não fosse por ela, não sei se ainda estaria remando. Nunca imaginei estar em outro lugar. Falava para qualquer pessoa que iria encerrar minha carreira no Botafogo, que tenho uma gratidão muito grande por tudo que vivi ali dentro", contou.
 
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