Tombense x LondrinaDivulgação
Publicado 15/07/2023 19:33
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A partida entre Tombense e Londrina, no dia 19 de maio deste ano, válida pela Série B do Campeonato Brasileiro, está sendo investigada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol, o STJD, com suspeita de manipulação de resultado.
Segundo apurou a reportagem com fontes do STJD, o inquérito (número 18/2023) foi aberto pelo órgão responsável por apurar os fatos e a suspeita é "equipe com mais cartões no duelo". A CBF também já foi comunicada do processo de investigação e, em um documento assinado por Julio Avelar, Diretor de Competições, Camil Fóppel, Diretor Jurídico, e Hélio Menezes, Diretor de Governança e Conformidade, a entidade se colocou à disposição para ajudar na apuração.
A principal suspeita, neste momento, é em relação à arbitragem, quem poderia influenciar no número de cartões que seria aplicado no duelo entre Tombense e Londrina. Na ocasião, o dono do apito foi Jefferson Ferreira de Moraes, de Goiânia, e ele foi chamado para ser interrogado pelo STJD, nesta segunda-feira (17 de julho).
De acordo com os documentos levantados pelo STJD, o volume de faturamento para o "mercado" na casa de aposta operadora "Betano" foi de 5,9 mil euros, mais de 31 mil reais. Na ocasião, os apostadores, que por coincidência são da mesma região do árbitro Jefferson Ferreira de Moraes, apostaram que Tombense teria um número maior de cartões no duelo com o Londrina.
De acordo com a súmula do jogo, disponível no site da CBF, Tombense recebeu dois cartões amarelos e Londrina apenas um (não teve cartão vermelho no duelo). O primeiro foi aplicado para a equipe de Minas Gerais, aos 15 minutos do segundo tempo, ao atleta Pierre. O segundo foi para o time de Paraná, aos 42 do segundo tempo, ao jogador Diego Jardel. E o terceiro, novamente para a agremiação de Tombos, foi aos 2 minutos de acréscimo do segundo tempo, para Wesley.
Neste jogo, o que gerou revolta na ocasião, quando nem sequer havia suspeita de manipulação, os jogadores e os membros da comissão da Tombense reclamaram que o árbitro deu cinco minutos de acréscimo e terminou a partida justamente após o cartão aplicado a Wesley, que, na visão deles, foi dado de forma injusta.
OS CLUBES FORAM COMUNICADOS?
A reportagem entrou em contato com os presidentes do Tombense e do Londrina. Até o momento, nenhum dirigente respondeu às chamadas, mas a "Coluna do Venê" apurou que não será só o árbitro a ser intimidado pelo STJD.
O auditor do STJD será Mauricio Neves Fonseca, quem assinou o documento convocando toda a arbitragem envolvida no jogo entre Tombense e Londrina, capitães e presidentes dos clubes para serem ouvidos, por videoconferência, às 10h.
COMO A INVESTIGAÇÃO COMEÇOU?
No dia 22 de junho, a CBF informou ao STJD e à CEFB (Comissão de Ética do Futebol Brasileiro) que recebeu uma notificação e relatório da empresa "Sportadrar", apontando suspeita de violação de integridade de competição por possível manipulação de resultado na partida entre Tombense e Londrina, no dia 19 de maio.
Vale ressaltar que a empresa "Sportradar é integrante do Sistema Universal de Detecção de Fraudes (UFDS) e, com base análise do mercado de apostas, relatou os seguintes fatos suspeitos em relação à partida citada acima:
"Este jogo levanta um nível credível de preocupação do ponto de vista da integridade devido às fortes apostas para que Tombense FC receba a maioria dos cartões neste jogo."
Ou seja, o que antes imaginava que a arbitragem tinha um nível aquém do futebol brasileiro pode passar para suspeita de manipulação envolvendo pessoas que são responsáveis pelo apito em partidas no país.
A reportagem também entrou em contato com membros da "Sportradar", mas até a publicação da matéria, nenhum retorno foi dado.
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