Publicado 14/06/2026 06:00
Rio - A Copa do Mundo aumentou as expectativas do comércio em um dos maiores ponto turísticos do Rio, a Escadaria Selarón, localizada na Lapa, região central. Em entrevista a O DIA, os vendedores de lojas e barraquinhas deram detalhes sobre a movimentação. Muitos estabelecimentos, focados em lembrancinhas, ampliaram os negócios e começaram a ofertar diferentes modelos de camisas do Brasil, que, na maioria dos locais, se tornaram as campeãs de vendas.
PublicidadeTrabalhando há cerca de cinco meses em uma das lojas da Rua Teotônio Regadas, um dos principais acessos à famosa escadaria, Breno Conceição, 21 anos, revelou o que espera das vendas no "país do futebol", durante o Campeonato Mundial. "A expectativas estão altas".
Enfeites no formato do Cristo Redentor, canecas, bolsas, além da clássica camisa do Brasil, fazem parte do carro-chefe da loja. No clima do maior torneio de futebol do mundo, o estabelecimento trouxe novidades. "Agora botamos aqueles chocalhos por causa da Copa mesmo", comentou.
Além disso, Breno contou que a procura pela "amarelinha" cresceu durante o campeonato. "O pessoal tem procurado mais [...] a roupa [do Brasil] e capa de chuva por conta do tempo", disse o vendedor, ao mencionar a chuva.
Do outro lado da calçada, na mesma rua, a vendedora Clara Giovanna, 25, também revelou que o "manto" da Seleção fez o maior sucesso. "Blusa do Brasil. [O modelo] antigo". Ela ressaltou que o estabelecimento já costuma oferecer itens nessa temática o ano inteiro.
Com a chegada da Copa, no entanto, eles redobraram os cuidados para manter os produtos atualizados. "Se lançarem um modelo novo, a gente tenta achar". Clara revelou que as vendas estão baixas, ao comparar o local com outro ponto turístico. "Aqui é um ponto turístico de escada, não é o Cristo, um lugar para ter muito movimento".
Lucas Rodrigues, 30, que trabalha em uma das barraquinhas aos pés da escadaria, falou sobre a queda no faturamento. "Estão mais devagar. Se eu não me engano é por conta da baixa [temporada]. Eu não sei se a Copa lá [nos Estados Unidos, México e Canadá] vai interferir na questão do movimento aqui. O Rio é turístico mesmo, mas não sei se vai ter tanta interferência", analisou o vendedor.
Trabalhando no local há 10 anos, Cristiano José Vicente, 52, mencionou que os turistas estão "começando a chegar". Para atrair mais fregueses, apostou em produtos relacionados ao Mundial. "Tem camisa do Brasil e bola da Copa".
Joice Oliveira, 29, também decidiu inovar. "Eu trabalho só com itens [souvenirs] do Rio, mas devido à Copa, a gente trouxe camisa para ver se dá uma saída legal. Tem vendido. As pessoas procuram", contou a vendedora.
Os itens mais vendidos da sua barraca ainda são os souvenirs, que contam com um precinho especial para conquistar a clientela. "São as minhas promoções de chaveiros e imãs de geladeira. Porque meu forte não é o têxtil, não são as camisetas. Mas elas saem bem também. Mas o meu souvenir com certeza sai mais".
Para a empreendedora, as vendas melhoraram, inclusive, por conta do tempo chuvoso. "O Selarón é o terceiro ponto mais visitado. Quando está chovendo, o Cristo [Redentor] e o Pão de Açúcar ficam sem visibilidade, então as pessoas que iriam para lá acabam vindo para cá. [Quando está nublado ou chovendo] o movimento aqui costuma ser maior e as vendas estão bem melhores", explicou Joice.
Copa do Mundo 2026
A Copa do Mundo 2026, que estreou na quinta-feira (11), é sediada, pela primeira vez, em três países diferentes: México, Canadá e Estados Unidos. Nessa edição, o maior torneio de futebol bateu recorde com 48 seleções. O Campeonato Mundial vai até o dia 19 de julho.
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