Vini Jr é a principal esperança do Brasil na busca pelo hexaKirk Irwin / AFP
Publicado 13/06/2026 06:30
O Grupo C da Copa do Mundo de 2026 é o que desperta mais interesse ao país. Afinal, a seleção brasileira é a cabeça de chave e favorita a conquistar o primeiro lugar, apesar de ter um grande desafio, que é o Marrocos logo na estreia, neste sábado (13), às 19h (de Brasília).
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Os outros dois integrantes são Escócia e Haiti, que na teoria vão brigar para ter uma das melhores campanhas de terceiro lugar, para tentar uma vaga na primeira fase do mata-mata.

A missão da seleção brasileira

Em um grupo com dois adversários de nível técnico mais baixo, o time de Carlo Ancelotti chega ainda em busca de afirmação. Com dúvidas sobre o melhor esquema e alguns jogadores contestados pelo torcedor, o Brasil ainda precisa mostrar um futebol mais consistente.
Uma das grandes preocupações é com o sistema defensivo, que sofreu gol nos últimos cinco jogos. Além disso, ainda faltam melhores ajustes na marcação , especialmente do meio de campo, o que tende a melhorar com Lucas Paquetá e Matheus Cunha.
A grande esperança do Brasil nesta fase de grupos é a dupla Vini Jr e Raphinha, que ainda precisa mostrar mais. Ainda há a expectativa de que Neymar jogue a partir da segunda rodada.

O perigoso Marrocos

A seleção africana chega com o status de quarta colocada na Copa de 2022 e que manteve parte daquela geração. Fez um ciclo sólido, mas trocou neste ano de técnico, com Mohamed Ouahbi saindo das categorias de base e assumindo em março.
Os principais jogadores de Marrocos são Hakimi, do PSG, e Brahim Díaz, do Real Madrid. Outro nome importante, o atacante Abde Ezzalzouli, do Betis, foi cortado nesta semana por lesão.
A equipe vem de um empate consistente em 1 a 1 com a Noruega e de duas vitórias contra as inexpressivas seleções de Madagascar (4 a 0) e Burundi (5 a 0). Neste ano, jogou contra duas equipes sul-americanas e não perdeu: 1 a 1 com o Equador e 2 a 1 sobre o Paraguai.

O que esperar da Escócia?

Adversário que o Brasil já enfrentou em Copas do Mundo outras quatro vezes e não perdeu, a seleção escocesa aposta na força física e nas jogadas de bola parada. Além disso, tem na defesa uma esperança para atrapalhar e surpreender os dois favoritos do grupo.
McTominay, do Napoli, e Ché Adams, do Torino, são os principais destaques da Escócia, que também conta com jogadores da Premier League: Robertson, do Liverpool, e McGinn, do Aston Villa.
O time vem de goleadas sobre Bolívia (4 a 0) e Curaçao (4 a 1). Mas também se enrolou contra seleções de um nível técnico um pouco mais superior, com derrotas para Japão e Costa do Marfim, ambas por 1 a 0, nos amistosos de março.

Haiti quer ser surpresa, mas...

Considerada a mais fraca do Grupo C, a seleção haitiana não conta com jogadores de grande destaque internacional. Duckens Nazon, maior artilheiro do país, nasceu na França e atua no Irã, enquanto o atacante Wilson Isidor está bem no Sunderland e merece atenção.
Sem bons desempenhos nos últimos torneios continentais (Copa Ouro e Liga das Nações), o Haiti tenta fazer diferente e vencer pela primeira vez na Copa do Mundo. Com uma participação, em 1974, perdeu as três partidas.
Nos últimos amistosos, o Haiti perdeu por 2 a 1 para o Peru, que não conseguiu se classificar nas Eliminatórias da América do Sul, e para a Tunísia, por 1 a 0. Também não venceu a Islândia (1 a 1) e goleou por 4 a 0 a Nova Zelândia.
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