Publicado 29/06/2026 08:30 | Atualizado 29/06/2026 12:53
Estados Unidos - Adversário do Brasil nos 16 avos de final da Copa do Mundo, nesta segunda-feira (29), o Japão chega respaldado por anos de crescimento e por uma organização que chama a atenção de quem já atuou no país. Ex-jogadores de Kyoto Sanga e Yokohama Marinos, Andrei Girotto e Yan Matheus destacaram a disciplina tática, o profissionalismo e a evolução constante do futebol japonês.
Atualmente no Qatar SC, Yan Matheus teve passagem pela Terra do Sol Nascente entre 2022 e 2025, quando defendeu o Yokohama Marinos. No período, conquistou uma J.League logo na primeira temporada. Além disso, foi o líder em assistências da competição em 2023, com 11 passes para gol. O atleta destacou a forte influência brasileira no desenvolvimento do esporte por lá.
"O futebol japonês tem uma grande influência do futebol brasileiro, e isso se deve muito ao Zico, que é um grande ídolo no país, revolucionou o esporte no Japão e fez com que muitas características nossas fossem incorporadas ao futebol praticado no país. Assim como no Brasil, é um jogo muito técnico, mas que vem ficando cada vez mais intenso e competitivo", disse.
PublicidadeAtualmente no Qatar SC, Yan Matheus teve passagem pela Terra do Sol Nascente entre 2022 e 2025, quando defendeu o Yokohama Marinos. No período, conquistou uma J.League logo na primeira temporada. Além disso, foi o líder em assistências da competição em 2023, com 11 passes para gol. O atleta destacou a forte influência brasileira no desenvolvimento do esporte por lá.
"O futebol japonês tem uma grande influência do futebol brasileiro, e isso se deve muito ao Zico, que é um grande ídolo no país, revolucionou o esporte no Japão e fez com que muitas características nossas fossem incorporadas ao futebol praticado no país. Assim como no Brasil, é um jogo muito técnico, mas que vem ficando cada vez mais intenso e competitivo", disse.

Disciplina e organização
Livre no mercado desde o fim de sua passagem pelo Al-Taawoun, da Arábia Saudita, Andrei relembrou a experiência no Kyoto Sanga, em 2016. Durante sua passagem, disputou 39 jogos e marcou seis gols. O volante ressaltou a disciplina tática e o desenvolvimento técnico como características marcantes do futebol japonês.
"No futebol japonês, eles trabalham muito bem a questão tática. Hoje em dia já têm alguns jogadores muito fortes no um contra um, mas não é a maioria. De forma geral, são muito disciplinados nas orientações do treinador e seguem à risca o que é treinado. Também são muito bons tecnicamente, trabalham bastante os passes, finalizações e cruzamentos", destacou.
"No futebol japonês, eles trabalham muito bem a questão tática. Hoje em dia já têm alguns jogadores muito fortes no um contra um, mas não é a maioria. De forma geral, são muito disciplinados nas orientações do treinador e seguem à risca o que é treinado. Também são muito bons tecnicamente, trabalham bastante os passes, finalizações e cruzamentos", destacou.
Além dos treinos em campo e do trabalho tático, outro ponto que explica o crescimento do futebol no país é o profissionalismo no dia a dia dos clubes. Yan afirmou que a estrutura oferecida aos atletas faz diferença na evolução do esporte.
"Existe muito profissionalismo em todos os detalhes, desde a rotina de treinos até a recuperação, alimentação e logística. Isso faz com que o atleta tenha uma estrutura muito boa para desenvolver o seu trabalho. Acho que esse nível de organização explica por que o futebol japonês cresce a cada ciclo e vem evoluindo tanto nos últimos anos."
O caminho para virar potência
A seleção japonesa chega ao seu quinto mata-mata em Copas do Mundo, sendo o terceiro consecutivo. A equipe segue invicta no torneio após empatar por 2 a 2 com a Holanda, golear a Tunísia por 4 a 0 e empatar por 1 a 1 com a Suécia. Na avaliação dos jogadores, o Japão ainda possui margem para crescer, mas já demonstra capacidade para competir em alto nível internacional.
"Eles vêm crescendo a cada ano. Os resultados em Mundiais e as dificuldades que impõem aos adversários mostram isso. Acho que é um futebol que ainda tem muito potencial para evoluir", declarou Andrei.
"Talvez seja apenas uma questão de ganhar ainda mais experiência em grandes competições internacionais, mas acredito que, mantendo esse trabalho e essa mentalidade, o Japão tem tudo para se consolidar entre as principais potências do futebol mundial", comentou Yan.
O Brasil enfrentará o Japão nesta segunda-feira (29), em jogo válido pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, às 14h (de Brasília), no Estádio de Houston, nos Estados Unidos. Este será o segundo duelo entre as seleções em Copas do Mundo. No encontro anterior, em 2006, os brasileiros venceram por 4 a 1. Hoje, com a seleção japonesa vivendo um momento de grande evolução, Andrei prevê um confronto equilibrado.
"Vai ser um jogo duro, porque o Japão é bem disciplinado. O Brasil vai ter dificuldades para achar o gol, já que eles não deixam muito espaço para o outro time construir as jogadas. Em contrapartida, não estão acostumados com esse nível de competitividade. Se a gente conseguir impor o ritmo de jogo e mostrar que a gente é o Brasil, fazendo um gol no começo, por exemplo, tem tudo para dar certo", concluiu.
"Eles vêm crescendo a cada ano. Os resultados em Mundiais e as dificuldades que impõem aos adversários mostram isso. Acho que é um futebol que ainda tem muito potencial para evoluir", declarou Andrei.
"Talvez seja apenas uma questão de ganhar ainda mais experiência em grandes competições internacionais, mas acredito que, mantendo esse trabalho e essa mentalidade, o Japão tem tudo para se consolidar entre as principais potências do futebol mundial", comentou Yan.
O Brasil enfrentará o Japão nesta segunda-feira (29), em jogo válido pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, às 14h (de Brasília), no Estádio de Houston, nos Estados Unidos. Este será o segundo duelo entre as seleções em Copas do Mundo. No encontro anterior, em 2006, os brasileiros venceram por 4 a 1. Hoje, com a seleção japonesa vivendo um momento de grande evolução, Andrei prevê um confronto equilibrado.
"Vai ser um jogo duro, porque o Japão é bem disciplinado. O Brasil vai ter dificuldades para achar o gol, já que eles não deixam muito espaço para o outro time construir as jogadas. Em contrapartida, não estão acostumados com esse nível de competitividade. Se a gente conseguir impor o ritmo de jogo e mostrar que a gente é o Brasil, fazendo um gol no começo, por exemplo, tem tudo para dar certo", concluiu.
*Sob a supervisão de Theo Faria
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