Publicado 29/06/2026 08:00
Brasil e Japão vão disputar, na tarde desta segunda-feira (29), a partida mais importante da história do confronto entre as duas seleções, pela segunda fase da Copa do Mundo. A partida acontecerá quase 40 anos após a primeira vez que elas se enfrentaram, em amistoso disputado no estádio São Januário, no dia 23 de julho de 1989.
PublicidadeUm dos jogadores que estava em campo, o ex-zagueiro Mauro Galvão, ídolo do Vasco, Internacional e Grêmio, explicou ao DIA detalhes sobre a partida e analisou a evolução do futebol japonês ao longo dos anos.
'Jogo difícil, movimentado'
A partida serviu como preparação para a disputa das Eliminatórias da Copa do Mundo 1990, que começaria dias após o confronto. A Seleção, escalada pelo técnico Sebastião Lazaroni, foi a campo com Bebeto, Careca e Romário no ataque e Dunga e Mazinho no meio-campo, além de Branco, André Cruz e Aldair completando a linha defensiva.
Os sul-americanos venceram por 1 a 0, com gol de Bismarck, aos 29 minutos do segundo tempo. A partida foi disputada para apenas cerca de 2,1 mil torcedores. Mauro Galvão destacou o aspecto físico dos japoneses, apesar deles ainda apresentarem, na época, problemas em fundamentos técnicos.
"Foi um jogo difícil, movimentado. Os japoneses têm essa maneira de jogar, com muita correria, são muito rápidos. Então, é uma equipe que tem como característica essa vontade de fazer uma pressão, jogar com velocidade, mas a parte técnica, pelo menos naquele momento, ainda estava um pouco abaixo do nível das seleções mais fortes", explicou.
Os sul-americanos venceram por 1 a 0, com gol de Bismarck, aos 29 minutos do segundo tempo. A partida foi disputada para apenas cerca de 2,1 mil torcedores. Mauro Galvão destacou o aspecto físico dos japoneses, apesar deles ainda apresentarem, na época, problemas em fundamentos técnicos.
"Foi um jogo difícil, movimentado. Os japoneses têm essa maneira de jogar, com muita correria, são muito rápidos. Então, é uma equipe que tem como característica essa vontade de fazer uma pressão, jogar com velocidade, mas a parte técnica, pelo menos naquele momento, ainda estava um pouco abaixo do nível das seleções mais fortes", explicou.
Evolução
No entanto, desde então, muita coisa mudou. O futebol japonês passou por uma grande evolução. Na avaliação de Mauro Galvão, a influência de Zico ao popularizar o esporte no local e as participações do time na Copa do Mundo foram decisivas para a seleção asiática atingir o patamar atual, bem distante dos jogadores que não tinham tanta técnica, há 37 anos.
"No início tem um pouco de dificuldades, mas o Japão fez um bom trabalho. Teve ainda a situação que o Zico foi para lá, eu acho que ajudou bastante também na implementação do bom futebol, da parte de qualidade, treinamento. E muitos profissionais do Brasil foram para lá, além do Zico. Eu acho que isso acaba ajudando, essa essa parte de vir novos professores, novas ideias, de alguma forma acaba criando uma influência. E os jogadores acabam também assimilando isso. Hoje, o Japão está em um nível bem acima daquele que a gente enfrentou em 1989."
"No início tem um pouco de dificuldades, mas o Japão fez um bom trabalho. Teve ainda a situação que o Zico foi para lá, eu acho que ajudou bastante também na implementação do bom futebol, da parte de qualidade, treinamento. E muitos profissionais do Brasil foram para lá, além do Zico. Eu acho que isso acaba ajudando, essa essa parte de vir novos professores, novas ideias, de alguma forma acaba criando uma influência. E os jogadores acabam também assimilando isso. Hoje, o Japão está em um nível bem acima daquele que a gente enfrentou em 1989."
Palpite para o jogo
Já para o confronto desta segunda-feira (29), Mauro Galvão apostou em vitória do Brasil por 1 a 0. Na avaliação do ex-zagueiro, a Seleção enfrentou equipes de nível abaixo - Haiti e Escócia - na fase de grupos.
"Para a seleção, foi boa essa situação, porque é claro, você ganha confiança, ganha de 3 a 0, consegue envolver o adversário, joga com tranquilidade, mas só que essa não vai ser a realidade dos próximos jogos. As partidas vão ser mais difíceis e complicadas. Então, o Brasil vai ter que estar mais atento e procurar ser muito decisivo nos momentos cruciais, para não ter problema depois", concluiu.
"Para a seleção, foi boa essa situação, porque é claro, você ganha confiança, ganha de 3 a 0, consegue envolver o adversário, joga com tranquilidade, mas só que essa não vai ser a realidade dos próximos jogos. As partidas vão ser mais difíceis e complicadas. Então, o Brasil vai ter que estar mais atento e procurar ser muito decisivo nos momentos cruciais, para não ter problema depois", concluiu.
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