Honda jogou no Botafogo em 2020 e foi o japonVitor Silva / Botafogo
Publicado 29/06/2026 09:00
Rio - Brasil e Japão voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos, agora pela primeira vez em um confronto de mata-mata. Se dentro de campo as duas seleções viveram trajetórias bem diferentes ao longo da história do futebol, fora dele a relação entre os países foi construída por décadas de "intercâmbio".
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O futebol brasileiro foi uma referência para o desenvolvimento do futebol japonês, tendo Zico como a principal figura nessa relação. A admiração virou história em desenho com o "Super Campeões", criado em 1981, que conta a história do jovem Oliver Tsubasa, um talentoso jogador japonês que sonha em jogar no Brasil e em uma Copa do Mundo com o Japão.
A obra foi responsável por popularizar o futebol no Japão e inspirou gerações de jogadores, além de criar uma conexão cultural e aproximar os dois países pelo esporte. A história de Oliver Tsubasa é inspirada em dois jogadores japoneses: Kazuyoshi Miura e Musashi Mizushima — este último foi o primeiro jogador japonês a jogar no Brasil, na década de 1970, pelo São Paulo.
O último jogador brasileiro a atuar no Brasil foi Keisuke Honda, pelo Botafogo, em 2020. Muito antes dele, outros ajudaram a estreitar essa ligação. O Santos foi a principal porta da entrada dos atletas nipônicos. Além de Kazuyoshi Miura, também conhecido como "King Kazu", contou com nomes como Yasutoshi Miura, irmão de Kazu, o meia Masakiyo Maezono e Tomo Sugawara.
Também houve japoneses com passagens discretas pelo futebol brasileiro, especialmente em divisões inferiores, como Koichi Hashimoto e Yohei Iwasaki, que atuaram pelo Paraná. Hashimoto defendeu o clube paranaense em 2001, enquanto Iwasaki chegou alguns anos depois, em 2010. Ambos não tiveram muito destaque pelo Brasil.
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