Publicado 27/09/2026 16:17 | Atualizado 27/09/2026 16:19
A passagem da NFL pelo Brasil não se limita ao espetáculo das arquibancadas, às luzes do Maracanã ou ao encontro entre duas das mais tradicionais franquias do futebol americano. Antes de a bola subir aos céus, os campos de treinamento também entraram em cena, e, desta vez, pelas lentes e pelas palavras da imprensa estrangeira.
PublicidadeRepórteres norte-americanos que desembarcaram no Rio de Janeiro para acompanhar a partida deste domingo (27) voltaram os olhos para um personagem que, no futebol brasileiro, há muito deixou de ser mero coadjuvante: o gramado.
Jeff Zrebiec, jornalista do The Athletic e responsável pela cobertura do Baltimore Ravens, esteve no Espaço Lonier, centro de treinamento do Botafogo, onde a equipe de Baltimore realizou sua preparação para o confronto. A impressão registrada pelo repórter foi pouco generosa.
“O foco está no campo de jogo no domingo, mas não consigo imaginar os Ravens indo com tudo no campo de treino. Muitos buracos”, escreveu Zrebiec nas redes sociais.
A observação atravessou as fronteiras do campo e encontrou eco em outro jornalista norte-americano. Clarence Hill Jr., que acompanha o Dallas Cowboys, também esteve diante da realidade dos centros de treinamento brasileiros e estabeleceu uma comparação entre as estruturas utilizadas pelas duas equipes.
Ao publicar imagens do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, Hill Jr. não poupou elogios ao gramado destinado à preparação do Cowboys.
“Campo horrível, o do Botafogo. Campo de treino dos Cowboys muito mais legal”, publicou o jornalista, acompanhado de fotografias das instalações rubro-negras.
A comparação, portanto, não nasceu apenas da preferência de um repórter, mas da experiência concreta de duas delegações que encontraram diferentes condições de trabalho durante a passagem pelo Rio de Janeiro.
Enquanto o Baltimore Ravens utiliza as instalações do futebol profissional do Botafogo, o Dallas Cowboys realiza seus treinamentos no módulo destinado às categorias de base do Flamengo, no Ninho do Urubu.
No futebol, costuma-se dizer que o campo fala. Desta vez, porém, foram os jornalistas que deram voz a ele. E, nas palavras vindas dos Estados Unidos, a diferença entre os dois gramados ganhou contornos que ultrapassaram a simples aparência: tornou-se parte da narrativa da NFL em solo brasileiro.
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