Fluminense recebeu proposta pela SAFRoberta Agum/FFC
Publicado 08/09/2025 18:38
Rio - O Fluminense recebeu uma proposta para criação e venda de sua SAF. O documento chegou ao Tricolor nesta segunda-feira (8) por meio de Carlos de Barros, sócio da Lazuli Partners e LZ Sports. O encontro também contou com o sócio responsável pela área de Fusões e Aquisições do BTG Pactual, Alessandro Farkuh.
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A oferta será apresentada ao Conselho Deliberativo em reunião nesta noite, que será transmitida pela FluTV. O objeto do encontro é meramente informativo e não haverá nenhuma votação, conforme consta na pauta encaminhada aos conselheiros.
“Recebemos a proposta hoje e levaremos para análise dos sócios e torcedores com a responsabilidade e o respeito que o Fluminense e os tricolores merecem. Vivemos um momento decisivo na história do clube, e nosso único objetivo é garantir o direito dos tricolores de decidirem o que for melhor para o presente e o futuro da instituição”, afirmou o presidente Mário Bittencourt.
“Depois de mais de três anos de trabalho, temos a convicção de que o Fluminense está inovando e construindo um modelo único de SAF no Brasil”, destacou o sócio responsável pela área de Fusões e Aquisições do BTG Pactual, Alessandro Farkuh.

“Estou extremamente orgulhoso do grupo de tricolores que conseguimos reunir para fazer um aporte financeiro robusto que vai levar o Fluminense a um nível de competitividade adequado à exigência legítima do torcedor. Todos estamos alinhados no propósito de construir uma SAF que, ao mesmo tempo, honre a tradição e garanta competitividade para Fluminense figurar entre os três melhores times do Brasil”, declarou Carlos de Barros.

E agora?

Para o Fluminense virar SAF, o processo exige uma mudança no estatuto, que deverá ser aprovado primeiro pelo Conselho Deliberativo, para que depois aconteça uma Assembleia Geral com os sócios para aprovar ou não a mudança. A ideia da diretoria é esperar a eleição para presidente do clube, na segunda quinzena de novembro, para dar prosseguimento ao processo da venda do futebol.
No projeto, a LZ Sports, que reúne 15 torcedores milionários que dividirão cotas das ações do futebol do clube, será o sócia majoritária da SAF, com a associação na condição de minoritária. O grupo de tricolores dispostos a comprar a SAF conta com o controlador do banco BTG Pactual, André Esteves. Ele deve ser o maior cotista. Assim, em caso de aprovação, o atual presidente do clube, Mário Bittencourt, pode ser escolhido como CEO pelos investidores.
A Lazuli Partners, uma gestora de investimentos, subsidiária LZ Sports, futura administradora da empresa, reuniu os cotistas. Além de André Esteves, fazem parte do grupo de torcedores: o diretor-geral da Frescatto, Thiago De Luca; o co-fundador do Absoluto Partners, José Zitelmann; e integrantes da família Almeida Braga, da Icatu Seguros.
O fundo que a Lazuli Partners está estruturando para comprar a SAF do Fluminense promete investir R$ 6 bilhões no futebol tricolor nos próximos anos, além de assumir a dívida de R$ 865 milhões. A última reunião do Conselho Deliberativo sobre SAF aconteceu no dia 14 de abril. Na ocasião, o Fluminense apresentou o projeto sobre a SAF e explicou o modelo que desejava aplicar.
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