Yadier del Valle x Isaac Dulgarian chamou atenção por movimentação suspeita nas casas de apostas (Foto: Reprodução/UFC)
Publicado 06/11/2025 18:00 | Atualizado 06/11/2025 18:02
O escândalo que abalou o UFC Vegas 110, marcado pela demissão de Isaac Dulgarian após suspeitas de manipulação de resultados, segue ganhando novos capítulos. Depois do Ultimate confirmar oficialmente a investigação sobre o caso, outros atletas da organização vieram a público relatar que também já foram procurados por intermediários oferecendo dinheiro para “entregar” lutas.

Um dos primeiros a se manifestar foi o peso-pena Vince Morales, que revelou ter recebido uma proposta financeira para perder um combate. O americano, que teve duas passagens pelo UFC e oito derrotas na empresa, afirmou que recusou a oferta e competiu de forma legítima, mesmo saindo derrotado.

“Toda essa parada de entregar luta é loucura! Já me procuraram para fazer isso e é algo com o qual eu não conseguiria conviver… Mesmo tendo perdido a droga da luta do mesmo jeito. Ofereceram uma merreca, levando em conta o tamanho da situação. Foi US$ 70 mil”, declarou Morales.
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Outra que decidiu expor o problema foi Vanessa Demopoulos, veterana com dez apresentações no UFC. A americana também afirmou ter recebido uma oferta para manipular um resultado, mas recusou imediatamente.

“Sim, já me procuraram para entregar lutas também. Minha integridade jamais permitiria. Passamos nossas vidas aprendendo habilidades e honrando este esporte. Não consigo acreditar que pessoas comprometem sua moral desta forma”, afirmou a lutadora.

O também norte-americano Lando Vannata confirmou ter sido alvo de propostas semelhantes, reforçando que o assédio aos lutadores pode ser mais comum do que se imagina.

“Já me procuraram sete vezes para entregar uma luta. Meu cartel reflete a minha integridade”, disparou o atleta, que enfrentou nomes como Tony Ferguson em suas 13 aparições pelo Ultimate.

As revelações aumentam a pressão sobre o UFC e as comissões atléticas para ampliar o monitoramento das apostas esportivas e coibir qualquer tipo de manipulação. O tema voltou a ganhar força desde o caso envolvendo James Krause em 2022, que levou o treinador a ser banido do esporte e resultou em mudanças nas políticas de integridade da organização.
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