Organizadores celebraram iniciativa que une inclusão, esporte e oportunidade (Foto: Elevaty Esportes)
Publicado 16/05/2026 07:00
A participação de atletas com deficiência e transtornos em um dos maiores eventos de grappling do planeta, o ADCC, ganhou um significado ainda mais especial. A iniciativa, que une inclusão, esporte e oportunidade, foi destacada pelo presidente do Sindilutas, o professor Fabrício Xavier, como um marco importante para o desenvolvimento humano e esportivo desses atletas.

Fabrício Xavier ressaltou que a presença de atletas com deficiência e transtornos em competições de alto nível representa muito mais do que a prática esportiva em si.

“Quando a gente fala da inclusão desses atletas em um evento do nível do ADCC, a gente não está falando apenas de competição. Estamos falando de pertencimento, de oportunidade e de mostrar para o mundo que eles são capazes de estar em qualquer lugar, inclusive entre os melhores”, afirmou.
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Segundo ele, o impacto dessa vivência vai muito além do tatame. A experiência de competir em um ambiente de alto rendimento contribui diretamente para o desenvolvimento emocional, social e psicológico dos atletas.

“Participar de um evento desse porte fortalece a autoestima, melhora a comunicação, desenvolve disciplina e amplia a visão de mundo desses atletas. Isso reflete dentro de casa, na escola, no trabalho, no convívio social e também em possíveis caminhos profissionais”, destacou Fabrício.

Renato Santos, organizador do ADCC South America, enfatizou que iniciativas como essa ajudam a quebrar barreiras e preconceitos ainda existentes na sociedade.

“A inclusão dentro de grandes eventos esportivos é uma ferramenta poderosa de transformação social. Quando o público vê esses atletas competindo, entendendo regras, se superando, isso muda a forma como a sociedade enxerga a deficiência e os transtornos. É uma mudança cultural”, explicou.

Para Luís Valério, presidente da federação das APAEs do Rio de Janeiro reforçou que o objetivo é ampliar cada vez mais esse espaço dentro das competições, criando oportunidades reais e contínuas. A APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), vale ressaltar, é uma instituição filantrópica dedicada à assistência social e saúde de pessoas com deficiência intelectual e múltipla.

“A nossa missão é abrir portas. Não é algo pontual. Queremos que esses atletas tenham acesso contínuo, que evoluam, que possam competir, ensinar, trabalhar e viver o esporte de forma plena. As artes marciais têm esse poder transformador, e quando aplicadas com responsabilidade e inclusão, os resultados são extraordinários”, concluiu.

A iniciativa reforça o papel das artes marciais como ferramenta de inclusão e desenvolvimento integral, mostrando que o esporte, quando acessível, pode transformar vidas dentro e fora das competições.
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