Publicado 01/08/2026 11:00 | Atualizado 01/08/2026 20:23
Maior nome do Jiu-Jitsu na atualidade e dona de 12 títulos mundiais na faixa-preta, Gabi Pessanha tem ampliado sua atuação para além das competições. Entre um compromisso e outro no circuito internacional, a atleta vem promovendo seminários e treinões exclusivos para mulheres, reforçando seu compromisso com o crescimento do arte suave e inspirando cada vez mais meninas e mulheres a ocuparem seu espaço nos tatames.
Um dos encontros mais marcantes aconteceu na sede da TMD House, na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio de Janeiro, neste mês de julho. O treinão reuniu participantes de diferentes estados e até de outros países, promovendo não apenas aprendizado técnico, mas também uma mudança de percepção sobre a comunidade: "Foi muito bom não só para as meninas se conectarem comigo, mas principalmente para mostrar uma Cidade de Deus que muitas vezes não aparece na televisão. Vieram pessoas que tinham receio de conhecer o lugar e foi um dia de bastante aprendizado, bastante troca. Foi muito gratificante", destacou a multicampeã.
PublicidadeUm dos encontros mais marcantes aconteceu na sede da TMD House, na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio de Janeiro, neste mês de julho. O treinão reuniu participantes de diferentes estados e até de outros países, promovendo não apenas aprendizado técnico, mas também uma mudança de percepção sobre a comunidade: "Foi muito bom não só para as meninas se conectarem comigo, mas principalmente para mostrar uma Cidade de Deus que muitas vezes não aparece na televisão. Vieram pessoas que tinham receio de conhecer o lugar e foi um dia de bastante aprendizado, bastante troca. Foi muito gratificante", destacou a multicampeã.
Acostumada a passar boa parte do ano dedicada aos treinos e às principais competições do calendário internacional, Gabi vê os seminários como um momento especial para estreitar a relação com quem acompanha sua trajetória: "É muito bom ter essa troca. A gente passa seis, sete meses treinando pesado e competindo direto. Então, olhar no olho das pessoas, ver o brilho de uma criança ou de outra atleta e sentir esse carinho de perto é completamente diferente. Eu prezo muito por isso", afirmou.
Essa conexão tem um significado ainda maior porque Gabi já esteve do outro lado. Fã declarada da faixa-preta Monique Elias, ela sabe o quanto uma referência pode transformar sonhos: "Quando a Monique respondia um story meu, aquilo mudava o meu dia. Hoje viver esse papel de referência é muito gratificante, porque eu sei o impacto que isso pode ter na vida de outras pessoas, não só para quem quer competir, mas também para quem pratica Jiu-Jitsu por hobby e ama o esporte".
Mesmo após alcançar a marca histórica de 12 títulos mundiais, Gabi admite que ainda não consegue medir a dimensão do legado que está construindo. Além das múltiplas conquistas, a faixa-preta segue consolidando um legado que vai além das medalhas. A cada seminário realizado, a campeã mundial compartilha conhecimento, aproxima mulheres do esporte e fortalece um movimento que amplia a presença feminina nos tatames, reafirmando seu papel como a principal referência e impulsionadora do Jiu-Jitsu feminino na atualidade.
"Às vezes eu não tenho noção do impacto que estamos causando na vida de outras meninas, atletas e crianças. Antes eu era fã de grandes atletas e hoje estou nesse papel de referência. Eu sempre quis conquistar muitos títulos e levantar a bandeira do Jiu-Jitsu feminino, mas confesso que tudo o que estou vivendo é muito maior do que eu imaginei".
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