Pedrinho é o presidente do VascoDikran Sahagian / Vasco
Publicado 23/03/2026 18:45
Rio - O Vasco avançou nas conversas pela venda da SAF. Em entrevista após o sorteio da quinta fase da Copa do Brasil, nesta segunda-feira (23), na sede da CBF, o presidente vascaíno Pedrinho revelou que o Gigante da Colina deu um passo importante na negociação, mas pediu cautela, evitou dar prazos e citar o nome do possível investidor. 
Publicidade
"Estamos em uma etapa muito importante. Não posso dar data e nem nome, mas está em um caminho interessante. Eu preciso de toda cautela para estruturar o contrato, temos um exemplo claro do que foi com o antigo sócio. Até por isso, teve uma busca por um investidor sério, de credibilidade, de conhecimento de todos, para que o Vasco se torne um clube estruturado para o resto da sua vida", disse.
O investidor é Marcos Faria Lamacchia, filho de José Faria Lamacchia, dono da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, segundo o "ge". O empresário, de 47 anos, nasceu do antigo casamento com Junia Faria, filha do banqueiro Aloysio de Andrade Faria. Ele é formado em Administração de Negócios com especialização em Contabilidade e Direito Empresarial pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos.
O empresário também é especializado em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e já foi diretor da Crefisa entre os anos de 2004 e 2009. Em 2008, quando ainda trabalhava no banco do pai, ele participou da fundação da empresa Blue Star, onde exerce o cargo de CEO. A empresa, sediada em São Paulo, presta consultoria financeira e de investimentos.
Nas negociações, o Vasco colocou três pilares básicos: o investidor deve assumir toda a dívida, realizar investimentos para um futebol competitivo e investir em estrutura. As partes já chegaram a um acordo sobre o plano de pagamento da recuperação judicial, a composição da dívida tributária e o tamanho da ordem de investimento pela competitividade do futebol e na estrutura do clube.
Atualmente, o Vasco possui uma dívida de pelo menos R$ 1 bilhão. Parte dela está concentrada na recuperação judicial, que prevê plano de pagamento de toda dívida trabalhista em ao menos dez anos. A recuperação judicial trouxe fôlego independente para o clube. A maior urgência, neste momento, é o equipamento do centro de treinamento, tanto profissional quanto para a base.
Leia mais