Feira das Yabás no Dia das Mães antes da pandemiaDivulgação
Publicado 12/12/2021 10:37 | Atualizado 12/12/2021 15:06
Rio - O retorno da tradicional Feira das Yabás começou neste domingo, dia 12, depois de dois anos sem funcionar devido à pandemia. A reabertura começou às 13h na Praça Paulo da Portela, em Madureira, onde também está sendo feita uma homenagem ao presidente de honra e baluarte da Portela, Monarco, que morreu neste sábado (11), aos 88 anos

Para perpetuar o legado do baluarte, os organizadores resolveram fazer um "gurufim", um tipo de velório popular onde a música, dança e canto são feitas de forma alegre, em homenagem ao falecido.

Segundo Marquinhos de Oswaldo Cruz, o sambista só é eternizado se as suas músicas são cantadas. "Por isso decidimos manter a feira e fazer um grande gurufim", disse. Marquinhos lembrou também de um episódio que viveu com o mestre Monarco. "Quando meu pai faleceu, no dia do enterro, eu tinha um show com a velha-guarda da Portela. Quem me puxou para o palco foi o Monarco".

Após dois anos de espera, a feira vai retornar no formato presencial, com entrada gratuita, e também será transmitida pelo canal oficial de Marquinhos de Oswaldo Cruz. Para o cantor Marquinhos, o retorno da feira é importante para garantir a perpetuação da memória do samba.

A Roda de Samba do cantor Marquinhos de Oswaldo Cruz recebe o cantor, maestro, gaitista, arranjador, compositor e diretor musical brasileiro, Rildo Hora, para um grande show. A organização pede que, mesmo com o Decreto Nº 49692 de 26 de outubro de 2021 em vigor, que libera e flexibiliza o uso de máscaras em espaços abertos, os frequentadores da Feira das Yabás continuem tomando todos os cuidados contra a covid-19 e usando máscaras.

Grandes nomes da MPB, como Dona Ivone Lara, Leandro Sapucahy, Leci Brandão, Arlindo Cruz, Danilo Caymmi, Fátima Guedes, Hamilton de Holanda, Jongo da Serrinha, Guinga, entre outros, já marcaram presença na feira.

Monarco estava internado desde o dia 21 de outubro no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. O baluarte foi um grande poeta de uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio de Janeiro. Entrou para a ala de compositores com apenas com 17 anos, em 1950, dando início a uma caminhada longa no mundo do samba. O velório foi realizado neste domingo, de 11h às 14h, na quadra da Portela, em Oswaldo Cruz, Zona Norte. O enterro será no Cemitério de Inhaúma, às 16h.

Luto no samba

Mestre Monarco entrou para a ala de compositores com apenas com 17 anos, em 1950, dando início a uma caminhada longa no mundo do samba. Ele nasceu em Cavalcante, na Zona Norte e ainda criança foi morar em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Mais tarde voltou a capital, para Oswaldo Cruz, bairro que é um dos berços da Portela.
O baluarte liderava a velha-guarda da escola desde 1995 após a morte do compositor Manaceia. Em 1960 entrou para a Unidos do Jacarezinho, mas voltou para a azul e branco em 1969. Em 1970 gravou o álbum "Portela, passado de glória", obra que contou com a produção de Paulinho da Viola.
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