Publicado 18/11/2025 10:34
Macaé - O Trapiche virou assunto nas rodas de conversa de Macaé ao conquistar, pela primeira vez, o título da Copa InterBairros. A vitória veio depois de um empate em 2 a 2 no tempo normal e de uma disputa de pênaltis que mexeu com o coração da torcida no Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo. O time da Serra não apenas ergueu um troféu: resgatou histórias, afetos e raízes que atravessam gerações.
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A decisão colocou frente a frente duas equipes aguerridas. O primeiro tempo foi estudado, enquanto a segunda etapa trouxe gols, pressão e um clima de final. Quando a bola parou de rolar, o Trapiche assumiu o protagonismo e confirmou o título de 2025 nas cobranças. A festa tomou conta das arquibancadas, num encontro de emoção e pertencimento.
Dentro de campo, o resultado coroou uma trajetória que começou muito antes do apito inicial. Fundado em 1966 por moradores da Vila Paraíso, o Trapiche nasceu em campos de terra, com famílias reunidas aos fins de semana e rivalidades que marcavam a vida na Serra. Pedro Barros, diretor e jogador, lembra que o time demorou a se destacar. A virada aconteceu quando talentos locais começaram a surgir, elevando o nível técnico e transformando o clube em referência. Dalmi, Sapecado, Leandro e Uelinton são lembrados como os pilares dessa mudança.
A era dos títulos ganhou força em 2009, quando o Trapiche passou a disputar o Campeonato Serrano com elencos cada vez mais fortes. Foi desse período que surgiu o maior nome revelado pelo clube: Wallacer, que construiu carreira dentro e fora do país e retornou este ano para vestir a camisa que o formou. Para muitos torcedores, vê-lo campeão no Moacyrzão foi como assistir a um ciclo completo.
O elenco montado para a Copa InterBairros reuniu jogadores experientes, jovens promessas e figuras que representam a alma do Trapiche. Goleiros, laterais, zagueiros, meio-campistas e atacantes foram escolhidos com cuidado. Pedro afirma que o grupo foi formado com base em confiança e parceria familiar. O capitão Mumu destaca que a união fez a diferença, lembrando que a equipe sempre buscou impor ritmo, intensidade e técnica.
Na decisão, não houve treinamento específico para os pênaltis. A experiência de competições pela região ajudou o elenco a manter a calma. Pedro garante que o goleiro já é conhecido pela frieza nesse tipo de disputa. O título tem gosto especial por ser o único que faltava ao time em Macaé.
A festa no estádio foi testemunhada por torcedores, atletas e pelo vice-prefeito Dr. Fabiano, além do secretário de Esportes, Cesar Maillet, que ressaltou a importância da competição para fortalecer o esporte como ferramenta de integração e participação social. A InterBairros voltou a colocar o futebol comunitário no centro da cidade e reacendeu o sentimento de pertencimento que o Trapiche sempre representou.
A taça levantada no Moacyrzão é mais do que um símbolo esportivo. Para a Serra, ela traduz memória, resistência e orgulho de uma comunidade que transformou um clube em parte de sua própria história.
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