Publicado 18/11/2025 11:49 | Atualizado 18/11/2025 14:00
Macaé - A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (18), um dos alvos da Operação Hybris em uma manhã de tensão que movimentou Macaé e reforçou a atenção para um possível esquema de corrupção enraizado na área da saúde pública. O suspeito, surpreendido dentro de casa, tinha R$ 14.200 em espécie, 600 dólares e uma pistola registrada. A quantia espalhada pela residência e o armamento chamaram a atenção dos agentes, que confirmaram a prisão por suspeita de lavagem de dinheiro.
A ação integra uma investigação que busca esclarecer denúncias de corrupção passiva e fraude em licitações envolvendo a Prefeitura de Conceição de Macabu. Os mandados da PF alcançam imóveis em Macaé e Casimiro de Abreu, ampliando o cerco sobre pessoas apontadas como participantes de um suposto esquema de vantagem indevida durante processos de contratação pública.
As apurações indicam que, em novembro de 2020, um servidor do setor de licitações teria solicitado propina a empresários responsáveis por fornecer serviços à administração pública. No mês seguinte, as planilhas de preços, segundo a PF, passaram por manipulação com o objetivo de favorecer empresas previamente alinhadas ao pedido de vantagem ilícita. Esse tipo de arranjo limita a competitividade e compromete a lisura da disputa, resultando em prejuízo direto ao erário e à população que depende dos serviços de saúde.
Outro ponto que levantou suspeitas foi o rastro financeiro deixado por uma pessoa ligada ao servidor investigado. Entre janeiro e julho de 2024, foram detectados depósitos fracionados e transferências que somam cerca de 300 mil reais, montante incompatível com a renda declarada. O comportamento reforça a hipótese de ocultação de valores, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.
Enquanto os agentes seguem vasculhando documentos, arquivos digitais e movimentações bancárias, a investigação aponta para um quadro que mescla abuso de função pública, acordos às escondidas e tentativas de disfarçar recursos de origem ilícita. Os envolvidos podem responder por corrupção passiva, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e outros crimes que surgirem com o avanço da Operação Hybris.
A PF continua em campo para ampliar a coleta de provas e confirmar o caminho do dinheiro, peça-chave para entender a dimensão do esquema e responsabilizar os autores. A expectativa é de que novas revelações apareçam conforme o material apreendido for analisado.
PublicidadeA ação integra uma investigação que busca esclarecer denúncias de corrupção passiva e fraude em licitações envolvendo a Prefeitura de Conceição de Macabu. Os mandados da PF alcançam imóveis em Macaé e Casimiro de Abreu, ampliando o cerco sobre pessoas apontadas como participantes de um suposto esquema de vantagem indevida durante processos de contratação pública.
As apurações indicam que, em novembro de 2020, um servidor do setor de licitações teria solicitado propina a empresários responsáveis por fornecer serviços à administração pública. No mês seguinte, as planilhas de preços, segundo a PF, passaram por manipulação com o objetivo de favorecer empresas previamente alinhadas ao pedido de vantagem ilícita. Esse tipo de arranjo limita a competitividade e compromete a lisura da disputa, resultando em prejuízo direto ao erário e à população que depende dos serviços de saúde.
Outro ponto que levantou suspeitas foi o rastro financeiro deixado por uma pessoa ligada ao servidor investigado. Entre janeiro e julho de 2024, foram detectados depósitos fracionados e transferências que somam cerca de 300 mil reais, montante incompatível com a renda declarada. O comportamento reforça a hipótese de ocultação de valores, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.
Enquanto os agentes seguem vasculhando documentos, arquivos digitais e movimentações bancárias, a investigação aponta para um quadro que mescla abuso de função pública, acordos às escondidas e tentativas de disfarçar recursos de origem ilícita. Os envolvidos podem responder por corrupção passiva, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e outros crimes que surgirem com o avanço da Operação Hybris.
A PF continua em campo para ampliar a coleta de provas e confirmar o caminho do dinheiro, peça-chave para entender a dimensão do esquema e responsabilizar os autores. A expectativa é de que novas revelações apareçam conforme o material apreendido for analisado.

Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.