Publicado 25/11/2025 18:03
Macaé - A luta pela proteção de meninas e mulheres ganha um novo símbolo em Macaé. O projeto Banco Vermelho será lançado nesta quinta, 27, às 16h, na Cidade Universitária, trazendo para o espaço público um alerta que não pode ser ignorado: a violência que atravessa casas, relações e gerações. O encontro vai reunir especialistas, pesquisadoras e representantes de políticas públicas para apresentar um painel com informações atualizadas sobre violência doméstica e familiar.
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Organizado pelo Núcleo de Pesquisa e Extensão em Direito das Mulheres, o Nupedim, em parceria com a Secretaria da Mulher, o evento integra o período dos 21 dias de ativismo e reforça a importância de ampliar o debate em toda a comunidade.
A data também dialoga com o 25 de novembro, marcado internacionalmente como o Dia para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Criada pela ONU em 2008, a campanha homenageia as irmãs Mirabal, assassinadas em 1960, e dá início aos 16 dias de ativismo, movimento global que convoca governos e sociedade a enfrentar o problema.
O Banco Vermelho, iniciativa internacional que se espalhou pelo mundo, utiliza bancos pintados de vermelho com frases de reflexão e números de emergência como ferramentas visuais de conscientização. O símbolo representa o sangue derramado por vítimas de feminicídio e, ao mesmo tempo, chama atenção para a necessidade de intervenção coletiva. No Brasil, o projeto ganhou força em 2023, quando Andrea Rodrigues e Paula Limongi adaptaram o conceito após perderem amigas para a violência doméstica, levando a instalação a praças e escolas em diferentes cidades.
A secretária de Políticas para as Mulheres, Quelen Rezende, reforça o impacto da proposta. Ela destaca que a violência contra a mulher não se limita à vida privada e exige mobilização de todos. O alerta se torna ainda mais urgente quando se olha para os números: segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de feminicídios. Uma mulher é morta a cada seis horas. Uma menina ou mulher é violentada a cada seis minutos. Em 65% dos casos, o agressor está dentro de casa.
Mais do que uma instalação, o Banco Vermelho se transformou em ferramenta educativa, usada em campanhas, ações de mobilização e debates públicos para incentivar denúncia, acolhimento e políticas de prevenção. O lançamento em Macaé reforça que a pauta continua viva e que o enfrentamento precisa ser permanente e coletivo.
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