Publicado 15/12/2025 12:46
Macaé - Os petroleiros brasileiros cruzaram os braços e deram início, à zero hora desta segunda-feira, 15 de dezembro, a uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação atinge unidades onshore e offshore e também tem forte reflexo em Macaé, um dos principais polos da indústria do petróleo no país. O movimento é resultado de assembleias realizadas em todo o território nacional e expõe a insatisfação da categoria com decisões recentes da gestão da Petrobras.
PublicidadeA mobilização tem como principais bandeiras a defesa de um Acordo Coletivo de Trabalho considerado justo, a melhor distribuição da riqueza gerada pela estatal, o fim dos equacionamentos da Petros e o reconhecimento da chamada Pauta pelo Brasil Soberano, que inclui a suspensão de desimplantes forçados. Para os trabalhadores, os pontos em debate impactam diretamente salários, aposentadorias e condições de trabalho.
Na região Norte Fluminense, as assembleias coordenadas pelo Sindipetro-NF foram concluídas antes do fim de semana. O resultado mostrou ampla adesão: 96,10% dos votantes aprovaram a greve por tempo indeterminado, somando bases em terra e no mar. O índice reforça o clima de unidade entre os petroleiros da região.
Representantes de sindicatos com atuação offshore se reuniram no domingo para alinhar estratégias e garantir uma paralisação unificada em todas as regiões do país. Segundo a categoria, a greve segue os trâmites legais previstos na Lei de Greve e foi comunicada dentro dos prazos exigidos.
O coordenador-geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, afirma que a categoria tenta diálogo, mas cobra respostas concretas. Ele destaca que, sem avanços nas negociações e sem solução para os planos de equacionamento da Petros, a resposta dos trabalhadores será a manutenção da paralisação, com impacto direto na produção.
Ao todo, 14 sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros participam do movimento. Entre os grevistas, o sentimento é de defesa coletiva: direitos históricos, soberania nacional e condições dignas de trabalho. Em Macaé, cidade que respira petróleo, a greve ganha contornos ainda mais simbólicos e acompanha, de perto, os próximos capítulos da negociação.
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