Publicado 12/01/2026 11:11
Macaé - O verão chegou trazendo sol, chuva frequente e um recado direto para os moradores de Macaé: a prevenção precisa entrar na rotina. Com temperaturas elevadas e ambientes favoráveis à proliferação de insetos, as arboviroses voltam ao centro das atenções e exigem vigilância redobrada dentro e fora de casa.
PublicidadeO período é considerado crítico para o avanço de doenças como dengue, chikungunya, zika e, mais recentemente, o vírus Oropouche. Todas têm algo em comum: dependem de vetores que encontram na água parada o cenário ideal para se multiplicar. Em bairros, quintais, calhas e até pequenos recipientes esquecidos, o risco pode estar mais perto do que parece.
Transmitidas principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, dengue, chikungunya e zika apresentam sintomas semelhantes, como febre, dores no corpo, dor de cabeça e manchas na pele. Essa semelhança dificulta o diagnóstico inicial e reforça a importância de procurar atendimento médico logo nos primeiros sinais. Embora não exista tratamento antiviral específico, a identificação precoce evita agravamentos e salva vidas.
Cada doença, no entanto, carrega suas particularidades. A dengue pode evoluir para quadros graves, com sangramentos e risco de morte. A chikungunya chama atenção pelas dores articulares intensas, que podem se prolongar por meses. Já a zika costuma provocar sintomas mais leves, mas está associada a complicações neurológicas e malformações congênitas, como a microcefalia, o que acende um alerta especial para gestantes.
Segundo a gerente de Vigilância em Saúde, Daniela Bastos, a prevenção começa em gestos simples. Reservar alguns minutos da semana para verificar a casa, eliminar focos de água parada e usar repelente faz diferença real no controle das doenças. O cuidado individual, quando somado ao coletivo, reduz significativamente o número de casos.
Além das arboviroses já conhecidas, o vírus Oropouche também entrou no radar das autoridades de saúde. Transmitido principalmente pelo maruim, o chamado mosquito-pólvora, o vírus causa febre alta, dores musculares, dor de cabeça intensa e mal-estar geral. Embora mais comum na região Amazônica, a doença vem se aproximando de áreas urbanas, exigindo atenção redobrada.
A orientação é clara: diante de qualquer sintoma suspeito, a procura por uma unidade de saúde deve ser imediata. Informar viagens recentes ou exposição a áreas de risco ajuda no diagnóstico e no acompanhamento adequado.
Entre as principais medidas preventivas estão manter caixas d’água bem vedadas, descartar corretamente recipientes que acumulam água, limpar calhas e ralos, usar telas em portas e janelas, vestir roupas que cubram braços e pernas e manter quintais limpos. Pequenas atitudes que, somadas, criam uma barreira eficaz contra os mosquitos.
Em Macaé, o combate às arboviroses passa pela vigilância constante e pela consciência coletiva. No verão, cuidar da própria casa também é uma forma de proteger toda a cidade.
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