Falta de água em bairros de Macaé aumenta pressão sobre a Cedae e mobiliza cobranças por soluções urgentesFoto: Ilustração
Publicado 19/03/2026 09:35
Macaé - Moradores de Macaé convivem com um problema antigo que insiste em bater à porta todos os dias: a falta de água. Diante das reclamações constantes, o prefeito Welberth Rezende elevou o tom e cobrou respostas mais rápidas da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), responsável pelo abastecimento no município.
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Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito destacou que, apesar das obras anunciadas pela concessionária, com previsão de conclusão em até dois anos, a população não pode esperar tanto tempo para ter acesso a um serviço essencial. Segundo ele, o impacto da ausência de água nas residências exige soluções imediatas.
A cobrança não ficou restrita ao âmbito municipal. O chefe do Executivo afirmou que já levou a situação ao governador Cláudio Castro, reforçando a necessidade de ações emergenciais enquanto os investimentos estruturais não são concluídos. A previsão de uma grande obra, com valor superior a R$ 200 milhões, é vista como importante para o futuro, mas insuficiente para resolver o presente.
Bairros como Lagomar, Ajuda, Quinta da Boa Vista e Virgem Santa aparecem entre os mais afetados, com registros frequentes de interrupções no fornecimento. A insatisfação dos moradores tem se intensificado, principalmente em períodos de calor, quando o consumo aumenta e a escassez se torna ainda mais evidente.
O prefeito garantiu que continuará cobrando providências até que o serviço seja regularizado. A meta, segundo ele, é deixar a questão resolvida ainda dentro do atual mandato.
A situação reforça um cenário de pressão crescente sobre a concessionária, que enfrenta críticas pela demora na solução de problemas históricos no sistema de abastecimento da cidade. Enquanto isso, a população segue aguardando o básico: água chegando com regularidade às torneiras.
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