Embarcação Scandi Amazonas foi encalhada de forma controlada na Praia Campista após suposta colisão e avaria estruturalFoto: Douglas Smmithy
Publicado 17/05/2026 11:21
Macaé - A movimentação incomum no mar e a presença de uma embarcação próxima à faixa de areia chamaram a atenção de moradores e trabalhadores offshore em Macaé durante a noite da última sexta-feira. O encalhe da embarcação Scandi Amazonas, na Praia Campista, rapidamente repercutiu nas redes sociais e gerou preocupação sobre possíveis vítimas e a dimensão do acidente.
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Segundo informações divulgadas pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, o Sindipetro-NF, a situação ocorreu após uma suposta colisão que provocou danos significativos na estrutura da embarcação e causou inundação parcial da unidade marítima.
De acordo com o sindicato, a decisão de encalhar a embarcação foi uma medida intencional de segurança adotada para evitar riscos maiores e preservar a estabilidade da unidade. A manobra emergencial foi realizada na faixa costeira da Praia Campista.
Ainda conforme o Sindipetro-NF, os 29 trabalhadores que estavam a bordo foram resgatados em segurança. Parte da tripulação precisou ser desembarcada para atendimento psicológico preventivo após os momentos de tensão vividos durante a ocorrência.
O coordenador do sindicato, Sérgio Borges, explicou que a prioridade inicial foi garantir assistência aos trabalhadores e tranquilizar os familiares diante da repercussão do caso. “O Sindipetro-NF continua acompanhando o acidente da embarcação Scandi Amazonas após a colisão que ainda está sob investigação. Nosso foco inicial foi garantir informações às famílias e acompanhar a situação dos trabalhadores”, afirmou.
Segundo o sindicato, 12 trabalhadores foram encaminhados para hospedagem em hotéis da região após avaliação preventiva e passam bem. Outros profissionais permaneceram na embarcação por integrarem a equipe de resposta à emergência e estabilização da unidade.
A situação também mobilizou atenção no setor offshore da região, já que Macaé concentra uma das maiores operações ligadas à indústria de óleo e gás do país. O episódio reacendeu discussões sobre segurança operacional, protocolos de emergência e suporte às equipes embarcadas.
O diretor do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, destacou a importância da comunicação rápida em situações de crise para evitar desinformação e reduzir a angústia das famílias. As causas da colisão ainda serão apuradas. O Sindipetro-NF informou que acompanhará oficialmente as investigações ao lado do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante, o Sindimar.
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