Publicado 19/05/2026 15:02
Macaé - Os números do petróleo voltaram a movimentar o cenário econômico do Norte Fluminense e reacenderam o debate sobre a força dos municípios produtores. Em meio à valorização internacional do barril e ao avanço da produção na Bacia de Campos, Macaé segue no centro das atenções quando o assunto é indústria offshore, royalties e impacto econômico regional.
PublicidadeDados divulgados pela Superintendência de Petróleo, Gás, Ciência e Tecnologia de São João da Barra apontam crescimento significativo nos repasses da Participação Especial dos royalties referentes ao mês de maio de 2026. Os valores refletem a produção registrada entre janeiro e março deste ano.
Embora Maricá continue liderando o ranking estadual, com arrecadação superior a R$ 397 milhões, cidades da região ligada à Bacia de Campos também apresentaram forte crescimento nos repasses, impulsionadas pela valorização do petróleo no mercado externo e pela dinâmica operacional dos campos produtores.
Macaé, considerada a capital nacional do petróleo, permanece como uma das cidades estratégicas para a cadeia offshore no estado. O município concentra empresas do setor, operações logísticas, serviços marítimos e milhares de empregos ligados diretamente à indústria de óleo e gás.
A movimentação financeira gerada pelos royalties segue refletindo diretamente na economia regional, fortalecendo setores como comércio, hotelaria, transporte, construção civil e prestação de serviços.
Segundo o superintendente Wellington Abreu, o cenário internacional influenciou diretamente os resultados registrados neste trimestre. A tensão geopolítica envolvendo o Oriente Médio e a pressão sobre o mercado internacional elevaram o preço do barril tipo Brent para níveis acima de US$ 100 em determinados momentos.
“A Participação Especial é extremamente sensível ao preço do petróleo, à produção dos campos e aos custos operacionais de cada operação”, explicou.
Rio das Ostras apareceu entre os municípios com maior crescimento proporcional no estado, registrando aumento de 136% em relação à última parcela recebida. Búzios, Cabo Frio, Casimiro de Abreu e Campos dos Goytacazes também apresentaram forte alta nos repasses.
Especialistas destacam que os valores pagos variam conforme fatores técnicos e econômicos, incluindo volume de produção, preços de referência, gastos dedutíveis e critérios de confrontação entre estados e municípios produtores.
Mesmo diante das oscilações do mercado internacional, Macaé segue consolidada como peça-chave na engrenagem energética do país, mantendo protagonismo econômico e influência direta no desenvolvimento da região.
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