Rebocador Skandi Amazonas segue encalhado na Praia Campista e chama atenção de moradores em MacaéFoto: Reprodução
Publicado 26/05/2026 10:00
Macaé - O mistério em torno do acidente envolvendo o rebocador Skandi Amazonas ganhou novos capítulos em Macaé após um posicionamento oficial da Marinha do Brasil. O comunicado trouxe informações inéditas sobre o local exato do impacto e desmontou versões que circulavam desde os primeiros momentos após o incidente marítimo.
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Segundo o Comando do 1º Distrito Naval, em conjunto com a Diretoria de Hidrografia e Navegação, a embarcação não colidiu contra a Pedra da Mula nem contra a Pedra do Moleque, como vinha sendo apontado informalmente. De acordo com a análise preliminar, o rebocador tocou em um fundo de pedra nas proximidades da chamada Pedra do Pescador.
A revelação mudou completamente o rumo das discussões sobre o caso e colocou foco sobre as condições de navegação na área marítima próxima à costa macaense.
A Marinha também esclareceu outro ponto que vinha provocando questionamentos: a sinalização náutica da região. Conforme o comunicado, as formações rochosas da Pedra da Mula e Pedra do Moleque permanecem oficialmente cartografadas e registradas nas cartas náuticas utilizadas pelos navegadores.
O órgão confirmou, no entanto, que os sinais físicos de navegação instalados nesses pontos estão temporariamente fora de operação para manutenção desde abril deste ano. Ainda assim, segundo a corporação, a indisponibilidade foi oficialmente informada por meio de Avisos-Rádio Náuticos, mecanismo utilizado para alertar navegadores sobre alterações e riscos marítimos.
“A eventual indisponibilidade temporária de sinais físicos não significa ausência de informação oficial sobre perigos à navegação”, destacou a Marinha em trecho do comunicado.
Enquanto as investigações seguem, o rebocador continua encalhado na Praia Campista e virou assunto entre moradores e curiosos que acompanham diariamente a situação da embarcação. Imagens aéreas registradas no último fim de semana mostraram parte do convés já sendo atingida pela água após a forte ressaca que atingiu o litoral da cidade.
A cena aumentou ainda mais a preocupação sobre possíveis danos estruturais e impactos ambientais provocados pelo acidente.
A Capitania dos Portos de Macaé instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para apurar causas, circunstâncias e possíveis responsabilidades. Segundo a Marinha, qualquer conclusão neste momento ainda seria considerada precipitada.
A empresa DOF, responsável pelo Skandi Amazonas, informou que acompanha o caso e realiza estudos técnicos para retirada da embarcação. Segundo a companhia, os órgãos reguladores já foram comunicados e as medidas para remoção segura seguem em avaliação.
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