Debate entre vereadores da federação PT-PV movimentou sessão da Câmara de MacaéFoto: Ilustração
Publicado 27/05/2026 09:36
Macaé - A sessão de terça-feira (26), na Câmara de Macaé ganhou contornos de embate político após vereadores da própria federação formada por PT e PV protagonizarem uma troca pública de cobranças em plenário. O episódio movimentou os bastidores da Casa e acabou chamando mais atenção do que parte das pautas discutidas ao longo do dia.
Publicidade
A tensão começou durante o Grande Expediente, quando o vereador Amaro Luís, do PV, comentou declarações envolvendo o deputado federal Lindbergh Farias e citou críticas relacionadas a posicionamentos ligados ao Partido dos Trabalhadores.
Em discurso firme, Amaro afirmou que falas anteriores teriam sido interpretadas de forma equivocada e retiradas de contexto. A declaração abriu espaço para um debate político carregado de posicionamentos ideológicos e provocou reação imediata no plenário.
A vereadora Leandra Lopes, do PT, saiu em defesa do partido e relembrou que PV e PT fazem parte da mesma federação nacional, construída nas eleições mais recentes.
“Essa conjuntura também ajudou a elegê-lo”, afirmou a parlamentar ao responder o colega de bancada.
O clima ficou mais pesado por alguns minutos, embora sem confronto direto entre os vereadores. O episódio gerou repercussão entre parlamentares e assessores que acompanhavam a sessão.
Pouco depois, Amaro voltou à tribuna em tom mais moderado e tentou amenizar o desgaste político criado durante o debate.
“Se eu não me expressei da forma mais clara, peço desculpas a quem se sentiu atingido. Especialmente à vereadora Leandra, que respeito muito nesta Casa”, declarou.
Leandra ouviu a retratação sem ampliar a discussão, e o episódio terminou em clima de distensão.
Apesar da repercussão do embate político, a sessão também abordou temas importantes para o município. A própria Leandra teve aprovado o Requerimento 287/2026, que cobra medidas de prevenção à violência contra profissionais da educação após o relato de agressão sofrida por uma professora da rede municipal.
“Não há como falar em qualidade na educação sem cuidar dos profissionais”, destacou.
O vereador Tico Jardim defendeu gratificação de difícil acesso para professores da Região Serrana, enquanto parlamentares também debateram os impactos da ressaca no bairro da Fronteira.
Alan Mansur afirmou que o avanço do mar na região é um problema histórico e complexo. Já Luciano Diniz citou estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre os riscos ambientais e mencionou ações ligadas ao programa Compra Assistida para retirada de famílias de áreas vulneráveis.
No fim da sessão, educação, segurança e os impactos ambientais dividiram espaço com a disputa ideológica que expôs, ainda que brevemente, fissuras políticas dentro da própria base federativa no Legislativo macaense.
Leia mais