Equipes realizaram fiscalização em ferros-velhos e estabelecimentos de sucata em diferentes bairros de MacaéFoto: Reprodução
Publicado 27/05/2026 09:36
Macaé - Sucatas empilhadas, fiscalização intensa e documentos sob análise movimentaram diferentes bairros de Macaé nesta terça-feira (26). Uma nova operação realizada pelo município colocou ferros-velhos e estabelecimentos ligados à reciclagem no centro das atenções em uma ofensiva voltada ao combate da receptação de materiais furtados e roubados.
Publicidade
A ação percorreu regiões como Visconde, Barra de Macaé e Parque Atlântico, onde equipes técnicas verificaram funcionamento, licenciamento, armazenamento de materiais e origem dos produtos comercializados.
O foco principal da fiscalização foi impedir que fios, metais e peças provenientes de crimes acabem entrando em cadeias ilegais de revenda, prática considerada uma das engrenagens que alimentam furtos e prejuízos frequentes na cidade.
Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Tales Borges, a operação faz parte de um trabalho contínuo de monitoramento realizado pelo município.
“O objetivo é combater a receptação de materiais oriundos de roubo e furto, fortalecer a segurança pública e garantir que os estabelecimentos funcionem dentro da legalidade”, afirmou.
Durante a operação, agentes identificaram irregularidades em alguns dos locais vistoriados. O resultado foi uma série de autuações, notificações e até interdições administrativas. O balanço detalhado das medidas ainda não havia sido divulgado até o fechamento desta reportagem.
Além da análise documental e dos alvarás, os fiscais também observaram condições estruturais dos espaços, armazenamento de sucatas e possíveis ampliações irregulares em terrenos utilizados para esse tipo de atividade.
Em um dos pontos fiscalizados no Parque Atlântico, técnicos avaliaram áreas em expansão ligadas ao comércio de sucata, o que chamou atenção das equipes durante a vistoria.
A administração municipal sustenta que o trabalho não tem como alvo comerciantes regularizados, mas sim práticas que funcionem fora das normas urbanísticas, ambientais e de segurança.
Nos bastidores da fiscalização, a avaliação é que possuir licença de funcionamento não elimina a necessidade de acompanhamento constante, principalmente em atividades consideradas sensíveis pela possibilidade de ligação indireta com crimes patrimoniais.
A prefeitura também argumenta que as operações ajudam a proteger empresários regularizados da concorrência desleal causada por estabelecimentos clandestinos ou em situação irregular.
“A fiscalização vai continuar acontecendo. O objetivo não é perseguir quem trabalha corretamente, mas impedir irregularidades e combater práticas criminosas que impactam toda a cidade”, reforçou Tales Borges.
Leia mais