Publicado 18/06/2026 09:12
Macaé - A rotina de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 voltou ao centro das discussões na Câmara de Macaé. A preocupação com a saúde e a segurança dos estudantes motivou a apresentação de um requerimento que cobra do Poder Executivo informações sobre o fornecimento de aparelhos de monitoramento contínuo da glicose para alunos da rede pública municipal.
PublicidadeA proposta foi apresentada pela vereadora Dra. Mayara Rezende, do Republicanos, com coautoria do vereador Tico Jardim, do Cidadania, e recebeu apoio dos demais parlamentares durante a sessão legislativa. O objetivo é ampliar a proteção dos estudantes que convivem diariamente com a doença e dependem do acompanhamento constante dos níveis de glicemia.
Segundo Dra. Mayara, a implantação desses dispositivos já é prevista em legislação de sua autoria, mas ainda não foi apresentado um cronograma oficial para que os equipamentos cheguem às escolas do município.
"Essa é uma demanda importante para as famílias. Já existe uma legislação sobre o tema e estamos buscando informações sobre quando os sensores serão disponibilizados para atender os alunos da rede pública", destacou a vereadora durante a discussão da matéria.
O vereador Tico Jardim reforçou que o assunto é uma das principais reivindicações recebidas pela população. De acordo com ele, muitos pais procuram os parlamentares em busca de respostas sobre a disponibilização dos aparelhos, principalmente aqueles que não têm condições financeiras de adquirir os sensores, que possuem custo elevado.
"Frequentemente somos procurados por famílias que convivem com essa realidade e esperam uma solução para garantir mais tranquilidade aos filhos durante o período escolar", afirmou.
Os dispositivos de monitoramento contínuo da glicose permitem acompanhar os níveis de açúcar no sangue em tempo real, reduzindo a necessidade de múltiplas perfurações diárias e auxiliando na prevenção de episódios de hipoglicemia e hiperglicemia. O equipamento também oferece mais autonomia aos estudantes e maior segurança para pais, responsáveis e profissionais da educação.
Embora o requerimento não tenha força de lei, ele representa um instrumento oficial de fiscalização do Legislativo e será encaminhado ao Executivo Municipal para que sejam prestados esclarecimentos sobre o planejamento, os prazos e as medidas relacionadas à implantação do benefício.
A iniciativa amplia o debate sobre políticas públicas voltadas à saúde infantil e à inclusão de estudantes com doenças crônicas, destacando a importância de criar um ambiente escolar mais seguro e preparado para atender às necessidades de quem depende de cuidados permanentes.
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