Clínica da Obesidade de Macaé combina acompanhamento médico, alimentação equilibrada e suporte multiprofissional no tratamento da doençaFoto: Divulgação
Publicado 20/08/2026 11:22
Clínica da Obesidade de Macaé combina acompanhamento médico, alimentação equilibrada e suporte multiprofissional no tratamento da doença - Foto: Divulgação
Clínica da Obesidade de Macaé combina acompanhamento médico, alimentação equilibrada e suporte multiprofissional no tratamento da doençaFoto: Divulgação
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Uma das pacientes é Marilza de Oliveira Nascimento Rodrigues. Quando chegou ao serviço, pesava 150 quilos. Com acompanhamento profissional, mudanças na alimentação e uso da medicação indicada para o seu caso, ela chegou aos 130 quilos. A diferença de 20 quilos trouxe efeitos que vão muito além do número registrado na balança.
Marilza voltou a se movimentar melhor e relata melhora na autoestima. A mudança também passou pela relação com a comida. Refrigerantes e o excesso de açúcar deram espaço a escolhas mais equilibradas.
"Sem a clínica, eu não teria condições de pagar pelo tratamento e pelos medicamentos. Hoje tenho mais mobilidade, minha autoestima está melhorando e aprendi a cuidar da minha alimentação. Para quem está começando, digo que não desista. É preciso persistir e aprender a dizer não às tentações", contou.
O acesso à clínica segue critérios definidos pela rede municipal. São encaminhados pacientes acompanhados por nutricionistas da rede pública que apresentam IMC acima de 40 ou superior a 35 quando há doenças associadas, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.
Antes de receber a semaglutida, o paciente passa por acompanhamento. O medicamento não é liberado automaticamente e depende de avaliação individual, histórico clínico e cumprimento das regras estabelecidas no protocolo. A utilização ocorre dentro de um plano de cuidado que considera as necessidades e as condições de cada pessoa.
Segundo a nutricionista Ludmila Gobo Meirelles, o trabalho busca transformar a rotina do paciente e não apenas reduzir o peso.
"Nosso objetivo é promover a autonomia do paciente e ajudá-lo a ressignificar sua relação com a comida. O tratamento busca não apenas a perda de peso, mas também a manutenção dos resultados e a melhora da saúde e da qualidade de vida", explicou.
O acompanhamento também pode apontar outros caminhos. Dependendo da avaliação clínica, o paciente pode ser encaminhado para cirurgia bariátrica. A decisão considera as características de cada caso e não ocorre de forma automática.
A porta de entrada para o programa está nas unidades de referência da rede municipal. O primeiro passo é procurar um nutricionista da Estratégia de Saúde da Família ou da Unidade Básica de Saúde responsável pelo atendimento da região.
Para Gabriella Coelho, coordenadora da Clínica da Obesidade, o diferencial está justamente na continuidade do cuidado.
"A proposta é acolher cada paciente de forma individualizada e oferecer as ferramentas necessárias para mudanças que possam ser mantidas ao longo da vida", afirmou.
A obesidade é uma doença crônica e, por isso, o tratamento exige acompanhamento de longo prazo. A semaglutida e a cirurgia bariátrica podem ser ferramentas importantes quando há indicação profissional, mas não substituem a mudança de hábitos nem garantem, sozinhas, resultados permanentes.
Na prática, a proposta da clínica é tratar a pessoa por inteiro. A perda de peso é parte do processo, mas o objetivo final envolve saúde, autonomia, mobilidade e qualidade de vida.
"Nosso trabalho busca ir além dos números da balança, promovendo autonomia, saúde e qualidade de vida. Mais do que perder peso, queremos que cada paciente compreenda a importância de cuidar da saúde de forma contínua e sustentável", destacou a equipe.
Clínica da Obesidade de Macaé combina acompanhamento médico, alimentação equilibrada e suporte multiprofissional no tratamento da doençaFoto: Divulgação

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