Publicado 07/10/2026 09:53 | Atualizado 07/10/2026 10:03
A Justiça de Macaé marcou para 25 de novembro, às 16h, a primeira Audiência de Instrução e Julgamento do processo que apura a morte de Tuani Maia Nascimento, de 33 anos. A sessão será realizada na Comarca de Macaé e representa uma nova etapa do processo contra Ezequiel Cordeiro dos Santos, de 38 anos, acusado pelo feminicídio.
PublicidadeTuani foi assassinada a facadas em 1º de agosto, dentro do estabelecimento comercial onde trabalhava. O acusado foi preso após o crime e permanece à disposição da Justiça. A audiência foi determinada pelo juiz Victor Vasconcellos de Mattos, que também determinou a intimação das testemunhas indicadas para a instrução e do próprio réu.
A etapa processual terá como objetivo a coleta de depoimentos e a produção de provas antes das próximas fases da ação penal.
Medida protetiva estava em vigor quando Tuani foi morta
O caso ganhou contornos ainda mais graves diante do histórico de violência relatado pela vítima. Em junho, Tuani procurou a 123ª Delegacia de Polícia de Macaé para denunciar ameaças e violência psicológica atribuídas ao ex-companheiro. Com base na Lei Maria da Penha, a Justiça concedeu medida protetiva de urgência.
O caso ganhou contornos ainda mais graves diante do histórico de violência relatado pela vítima. Em junho, Tuani procurou a 123ª Delegacia de Polícia de Macaé para denunciar ameaças e violência psicológica atribuídas ao ex-companheiro. Com base na Lei Maria da Penha, a Justiça concedeu medida protetiva de urgência.
Segundo os documentos da investigação, Tuani havia decidido encerrar definitivamente o relacionamento em 10 de junho, após cerca de cinco anos e seis meses de convivência. Depois da separação, conforme o relato prestado à polícia, Ezequiel teria feito ameaças e chantagens para tentar convencê-la a reatar.
Em um dos episódios relatados, ele teria usado um canivete para ameaçar tirar a própria vida. Tuani contou ainda que o homem teria simulado cravar a lâmina no próprio peito e se jogado ao chão, comportamento que ela interpretou como tentativa de manipulá-la.
A medida protetiva ainda estava em vigor quando ocorreu o assassinato. A Polícia Civil apreendeu a faca apontada como usada no crime e realizou perícia no estabelecimento. Imagens de câmeras da Prefeitura de Macaé e de imóveis comerciais da região também foram apontadas como elementos para auxiliar a investigação.
Acusado foi hospitalizado e depois levado ao sistema prisional
Após o ataque, Ezequiel tentou tirar a própria vida e foi levado ao Hospital Público Municipal de Macaé, onde permaneceu sob custódia policial. Recebeu alta em 24 de agosto e, no dia seguinte, foi encaminhado à 123ª DP para os procedimentos de polícia judiciária. Depois, seguiu para uma unidade prisional da Seap, em Campos dos Goytacazes.
Após o ataque, Ezequiel tentou tirar a própria vida e foi levado ao Hospital Público Municipal de Macaé, onde permaneceu sob custódia policial. Recebeu alta em 24 de agosto e, no dia seguinte, foi encaminhado à 123ª DP para os procedimentos de polícia judiciária. Depois, seguiu para uma unidade prisional da Seap, em Campos dos Goytacazes.
Em audiência realizada em Campos, a Justiça determinou que a Seap verificasse a possibilidade de mantê-lo na ala de “seguro”, considerando a natureza do crime e a repercussão do caso. A defesa também solicitou atendimento médico de urgência, pedido acolhido pelo magistrado.
Agora, com a audiência marcada para novembro, testemunhas e demais elementos previstos nesta fase serão analisados pela Justiça. O processo seguirá, a partir da instrução, para as próximas etapas previstas na legislação.
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