Publicado 24/07/2026 18:08 | Atualizado 24/07/2026 18:09
Magé - O município de Magé e a riqueza do seu ecossistema natural ganham destaque nas telas de cinema. O documentário "Guapi-Macacu, o filme", gravado ao longo do curso das águas que banham Magé e deságuam na Baía de Guanabara, faz sua estreia na capital fluminense no próximo domingo, 26 de julho, às 19h, no Estação NET Botafogo. A exibição do longa-metragem marca o encerramento da 19ª edição do Festival Visões Periféricas, um dos principais eventos de cinema independente do país.
Com 85 minutos de duração e dirigido pela cineasta nilopolitana Catu Rizo, o documentário faz o percurso de contracorrente — da foz da bacia hidrográfica na Baía de Guanabara até as nascentes. A obra integra a "Trilogia das águas fluminenses" e mergulha na rotina e nas memórias do território mageense, conectando a preservação ambiental à história de quem vive da terra e das águas.
PublicidadeCom 85 minutos de duração e dirigido pela cineasta nilopolitana Catu Rizo, o documentário faz o percurso de contracorrente — da foz da bacia hidrográfica na Baía de Guanabara até as nascentes. A obra integra a "Trilogia das águas fluminenses" e mergulha na rotina e nas memórias do território mageense, conectando a preservação ambiental à história de quem vive da terra e das águas.
"Guapi-Macacu, o filme" é um convite a ressignificar o passado e o futuro. Através da vivência de pescadores, quilombolas, guarda-parques e lideranças locais, o espectador é transportado para um tempo em que os rios eram fontes vitais, garantindo a irrigação e o sustento das comunidades que se formavam ao longo de suas margens. Essa relação de convivência era sustentada por uma consciência de cuidado e preservação. O longa reúne trajetórias de moradores locais e conta ainda com a participação especial da atriz veterana Mariah da Penha, que interpreta a personagem Ominá, acolhendo o público numa intervenção lúdica.

Com consultoria do historiador e doutor Philippe Moreira, a obra contextualiza a profunda desfiguração ecológica e social sofrida pela região ao longo do século XX, especialmente durante a Era Vargas e à Comissão de Saneamento Básico. Utilizando imagens de arquivo cedidas pelo Arquivo Nacional, o filme evidencia o impacto da retificação de rios, das ferrovias e do abandono de sítios arqueológicos, contrapondo essas cicatrizes à vitalidade das comunidades que ainda dependem do ecossistema para o seu bem-viver.
O projeto é fruto de uma parceria entre a Estamira Produção Cultural, de Giordana Moreira, e a Catu Filmes, com financiamento da Lei Aldir Blanc e da Lei Paulo Gustavo.
O projeto é fruto de uma parceria entre a Estamira Produção Cultural, de Giordana Moreira, e a Catu Filmes, com financiamento da Lei Aldir Blanc e da Lei Paulo Gustavo.
SOBRE A CINEASTA
Cineasta e pesquisadora, formada em Cinema e Audiovisual. Mestra pelo programa de Cultura e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense. Faz parte do movimento Baixada Filma.
Cineasta e pesquisadora, formada em Cinema e Audiovisual. Mestra pelo programa de Cultura e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense. Faz parte do movimento Baixada Filma.
SOBRE O FESTIVAL
Festival Visões Periféricas amplia o espectro de visões sobre as periferias do país por meio de exibições de filmes e laboratórios de projetos. Em sua 19ª edição o festival acontece de 23 a 26 de julho de 2026, no Rio de Janeiro, com debates, mostras competitivas e programação inteiramente gratuita.
Festival Visões Periféricas amplia o espectro de visões sobre as periferias do país por meio de exibições de filmes e laboratórios de projetos. Em sua 19ª edição o festival acontece de 23 a 26 de julho de 2026, no Rio de Janeiro, com debates, mostras competitivas e programação inteiramente gratuita.
SERVIÇO:
Domingo, 26 de julho | a partir das 19h
Endereço: Estação Claro, R. Voluntários da Pátria, 88 - Botafogo, Rio de Janeiro - RJ
Domingo, 26 de julho | a partir das 19h
Endereço: Estação Claro, R. Voluntários da Pátria, 88 - Botafogo, Rio de Janeiro - RJ
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