Publicado 20/10/2026 22:11 | Atualizado 20/10/2026 22:11
Uma das cidades mais antigas do estado, Magé, na Baixada Fluminense, guarda parte importante da história do Rio de Janeiro em suas igrejas e capelas centenárias. Com construções que atravessam diferentes períodos da história brasileira, do período colonial às primeiras décadas da República, o município reúne 14 templos católicos que formam o Caminho das Centenárias, roteiro de turismo religioso que valoriza a arquitetura sacra, a tradição da fé e a memória das comunidades locais.
Erguidas entre 1710 e 1921, as construções estão distribuídas por diferentes bairros e localidades de Magé. O percurso reúne igrejas preservadas, capelas e ruínas que ajudam a compreender a formação histórica do município e a influência da religiosidade na organização social e cultural da região.
Entre os templos mais antigos está a Igreja Matriz de São Nicolau, em Suruí, construída em 1710. Dois anos depois, foi erguida a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba, em Mauá. Já a Capela de Nossa Senhora da Conceição de Suruí, localizada em Rio do Ouro, remonta a 1718.
O patrimônio inclui ainda as ruínas da Capela de Sant’Anna de Iriri, na Vila Inca, datadas de 1737, e a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, em Mauá, construída em 1740. Também integram o roteiro a Capela de Santo Aleixo, de 1743, e a Capela de São Francisco do Croará, em Mauá, de 1745. As ruínas da Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Inhomirim, em Bongaba, preservam vestígios de um templo do século XVIII.
Erguidas entre 1710 e 1921, as construções estão distribuídas por diferentes bairros e localidades de Magé. O percurso reúne igrejas preservadas, capelas e ruínas que ajudam a compreender a formação histórica do município e a influência da religiosidade na organização social e cultural da região.
Entre os templos mais antigos está a Igreja Matriz de São Nicolau, em Suruí, construída em 1710. Dois anos depois, foi erguida a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba, em Mauá. Já a Capela de Nossa Senhora da Conceição de Suruí, localizada em Rio do Ouro, remonta a 1718.
O patrimônio inclui ainda as ruínas da Capela de Sant’Anna de Iriri, na Vila Inca, datadas de 1737, e a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, em Mauá, construída em 1740. Também integram o roteiro a Capela de Santo Aleixo, de 1743, e a Capela de São Francisco do Croará, em Mauá, de 1745. As ruínas da Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Inhomirim, em Bongaba, preservam vestígios de um templo do século XVIII.
Matriz de Nossa Senhora da Piedade
PublicidadeNo Centro de Magé, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade ocupa lugar de destaque no patrimônio religioso local. Construído há 276 anos, o templo permaneceu fechado por 18 anos e passou por um amplo processo de restauração, que recuperou elementos históricos e artísticos da edificação.
A reabertura, em setembro deste ano, devolveu à população um importante espaço de celebração religiosa e convivência comunitária. Além de sua função espiritual, a matriz representa um marco da memória urbana de Magé e da devoção a Nossa Senhora da Piedade, tradição presente na história do município.
O roteiro religioso também contempla a Capela de Nosso Senhor do Bonfim, de 1883; a Capela de Sant’Anna de Piedade, de 1896; e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Inhomirim, em Raiz da Serra, construída em 1906.
Outro destaque é a Igreja de Sant’Anna, em Pau Grande, datada de 1918. O templo apresenta influências góticas e neogóticas e está ligado à história de Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha, um dos maiores nomes do futebol brasileiro, nascido e criado no bairro, onde foi batizado. A construção evidencia como o patrimônio religioso também se conecta à memória esportiva e à identidade cultural da cidade.
O conjunto é completado pela Capela de São Sebastião, no Meio da Serra, construída em 1921.
A reabertura, em setembro deste ano, devolveu à população um importante espaço de celebração religiosa e convivência comunitária. Além de sua função espiritual, a matriz representa um marco da memória urbana de Magé e da devoção a Nossa Senhora da Piedade, tradição presente na história do município.
O roteiro religioso também contempla a Capela de Nosso Senhor do Bonfim, de 1883; a Capela de Sant’Anna de Piedade, de 1896; e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Inhomirim, em Raiz da Serra, construída em 1906.
Outro destaque é a Igreja de Sant’Anna, em Pau Grande, datada de 1918. O templo apresenta influências góticas e neogóticas e está ligado à história de Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha, um dos maiores nomes do futebol brasileiro, nascido e criado no bairro, onde foi batizado. A construção evidencia como o patrimônio religioso também se conecta à memória esportiva e à identidade cultural da cidade.
O conjunto é completado pela Capela de São Sebastião, no Meio da Serra, construída em 1921.
Patrimônio que atravessa gerações
As igrejas e capelas de Magé constituem registros materiais de diferentes épocas, reunindo características arquitetônicas, manifestações de devoção e histórias transmitidas entre gerações. Algumas permanecem como espaços ativos de celebração, enquanto outras, mesmo em ruínas, conservam vestígios de sua importância histórica.
A preservação desses imóveis contribui para manter viva a memória das comunidades e ampliar as possibilidades de turismo cultural e religioso na Baixada Fluminense. O Caminho das Centenárias permite conhecer esse patrimônio de forma integrada, relacionando os templos à ocupação do território, às tradições católicas e à formação histórica de Magé.
Mais do que locais de oração, as construções representam parte da identidade do município e ajudam a contar a história de uma região cuja trajetória está ligada à religiosidade, à arquitetura e à permanência de tradições ao longo de mais de três séculos.
A preservação desses imóveis contribui para manter viva a memória das comunidades e ampliar as possibilidades de turismo cultural e religioso na Baixada Fluminense. O Caminho das Centenárias permite conhecer esse patrimônio de forma integrada, relacionando os templos à ocupação do território, às tradições católicas e à formação histórica de Magé.
Mais do que locais de oração, as construções representam parte da identidade do município e ajudam a contar a história de uma região cuja trajetória está ligada à religiosidade, à arquitetura e à permanência de tradições ao longo de mais de três séculos.
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