Os medalhões da velha guarda PT perderam para a renovação: Diego ZeidanFoto: Arquivo MAIS
Publicado 08/07/2025 14:44 | Atualizado 08/07/2025 14:48
Maricá - A derrota da velha guarda marcou as eleições do ped do PT-RJ que aconteceu no último domingo (06). A vitória de Diego Zeidan simboliza o desejo da militância de renovação do Partido dos Trabalhadores.
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A eleição interna do PT do Rio de Janeiro, revelou uma mudança profunda nos rumos da legenda no estado. Diego Zeidan ganhou com 62,2%, ele é filho do prefeito de Maricá (que está no seu terceiro mandato a frente do executivo na cidade) e ex-presidente nacional do partido, Washington Quaquá, Diego foi eleito o novo presidente estadual do PT-RJ, impondo uma derrota contundente ao grupo tradicional de medalhões como Benedita da Silva, André Ceciliano e Lindbergh Farias.
Diego Zeidan tem a política no sangue, além de seu pai Quaquá, sua mãe é a veterana Deputada Estadual Zeidan.
Ao todo, foram 61.507 votos válidos. Diego Zeidan obteve 38.301, contra 23.206 do Deputado Federal Reimont, candidato da aliança da velha guarda.
A vitória foi considerada avassaladora e simboliza mais do que uma simples mudança de comando: é o retrato de um PT que clama por reconstrução, renovação e maior conexão com a militância de base.
“Vencemos contra praticamente todas as figuras públicas do PT do RJ que se uniram contra nós. Mas vencida as eleições, agora é reorganizar o PT e mostrar que nossa vitória reflete a necessidade de mudar as pautas, a prática e valorizar o trabalho de base e de periferia do PT. O PT vai se reoxigenar no Rio e ajudar o PT nacional a se reinventar. E a eleger o presidente Lula para o quarto mandato”, declarou o prefeito de Maricá, Washington Quaquá após o resultado.
Com essa vitória, a corrente interna Construindo um Novo Brasil (CNB), à qual Zeidan e Quaquá são ligados, consolida seu domínio no estado. O grupo de Maricá passa a ocupar 53% das cadeiras da direção estadual do partido, ampliando também sua influência na capital, onde o militante Alberes Lima foi eleito presidente do diretório municipal com mais de 70% dos votos, derrotando o ativista Leonel de Esquerda.
O resultado das urnas internas escancarou a fragilidade do campo adversário, como Benedita da Silva, Lindbergh Farias, André Ceciliano, Verônica Lima, Elika Takimoto, Marina do MST e outros — não conseguiu resistir ao movimento de renovação vindo das bases. A rejeição à repetição de lideranças foi clara.
A vitória de Diego Zeidan não é apenas o fortalecimento de uma liderança jovem. É também um recado direto da militância: o PT precisa se reinventar, se reconectar com os territórios periféricos e abandonar práticas que já não dialogam com os anseios da base.
Durante a campanha, Diego Zeidan percorreu dezenas de cidades do interior, liderou campanhas de filiação e apostou no fortalecimento da atuação do partido fora das bolhas da esquerda tradicional. A estratégia funcionou. A vitória sobre o grupo de Reimont, que concentrava grande parte da velha estrutura do PT-RJ, foi um sinal inequívoco de que a militância quer renovação — e está disposta a construí-la.
Com cédulas de papel, em vez das urnas eletrônicas inicialmente cogitadas, a votação ocorreu em 150 locais espalhados pelo estado. O alto comparecimento também foi interpretado como um termômetro da vitalidade do partido entre suas bases.
A eleição consolida o domínio político de Quaquá no PT-RJ e abre espaço para que a nova direção assuma com a missão de reorganizar o partido a partir das periferias e dos territórios populares.
O desafio agora é transformar essa vitória interna em um projeto político mais amplo, capaz de projetar o PT do Rio como protagonista nas disputas estaduais e nacionais.
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