As investigações começaram em novembro de 2019, depois do assassinato de Marcus Emiliano da Cunha Silva, disparos de arma de fogo na Rua Manoel do Couto Paiva, no bairro Jove. A vítima, que já respondia a processos por tráfico de drogas, teria sido morta por integrantes de um grupo rival, o que levou ao aprofundamento das apurações por parte do Ministério Público.
Com autorização judicial, os investigadores acessaram o conteúdo do telefone celular de um dos suspeitos, sendo revelada a existência de uma rede criminosa estruturada, com divisão de funções e rede de distribuição de drogas.
Proferida pela 2ª Vara de Miracema, a sentença aponta que, embora o município tenha população e extensão territorial reduzidas, está entre os mais violentos do estado do Rio. Isso se deve, segundo o enunciado, à disputa territorial por grupos criminosos do tráfico de drogas.
No bairro Jove, um desses grupos mantém o controle da atividade ilegal, recrutando adolescentes como “vapores” — responsáveis pela venda direta das substâncias ilícitas. Ainda segundo o julgamento, a organização também promove homicídios e ataques armados contra grupos rivais, aumentando o clima de medo e insegurança dos moradores.
“O domínio exercido por essas organizações transforma profundamente a realidade local, subjugando a população ao medo e comprometendo o convívio social”, registra a sentença proferida na terça-feira (27).
NinoBellieny
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