Presidente dos Estados Unidos, Joe BidenAFP
Publicado 24/02/2022 08:16 | Atualizado 24/02/2022 11:04
Diversas autoridades de países espalhados pelo mundo condenaram os ataques da Rússia à Ucrânia. As explosões foram ouvidas no início desta quinta-feira, 24, no centro de Kiev e em outras cidades ucranianas pouco após o anúncio pelo presidente russo, Vladimir Putin, de uma operação militar contra a Ucrânia.
O presidente dos Estados Unidos denunciou como um "ataque injustificado" da Rússia contra a Ucrânia, após Putin anunciar a "operação militar" em defesa dos separatistas no leste daquele país.

"O presidente Putin escolheu (iniciar) uma guerra premeditada que causará perdas e sofrimento humanos catastróficos", disse Joe Biden em comunicado. A Rússia "é responsável pela morte e destruição que este ataque causará", insistiu.
Em Londres, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, condenou nesta quinta-feira (24) os "eventos horrendos na Ucrânia" e disse que o presidente russo, Vladimir Putin, "escolheu o caminho do derramamento de sangue e da destruição ao lançar um ataque não provocado".

"O Reino Unido e seus aliados responderão com determinação", tuitou Johnson, acrescentando que conversou com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.
O primeiro-ministro britânico também advertiu que os países ocidentais pretendem impor "grandes sanções" contra a economia da Rússia, em resposta à invasão da Ucrânia, e chamou Putin de "ditador". 
"Não podemos olhar para o outro lado (...) Diplomaticamente, politicamente, economicamente e militarmente, esta ação atroz e bárbara de Vladimir Putin deve terminar em fracasso", disse Johnson.
"Hoje, em conjunto com nossos aliados, vamos concordar com um conjunto de sanções econômicas maciças destinadas a bloquear a economia russa", declarou o primeiro-ministro britânico.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, qualificou a operação militar russa na Ucrânia de uma "violação flagrante" do direito internacional, que provocou um "dia sombrio" em toda a Europa.

"A Alemanha condena nos termos mais enérgicos possíveis este ato inescrupuloso do presidente (russo, Vladimir) Putin. Nossa solidariedade está com a Ucrânia e seu povo", acrescentou Scholz em um comunicado.
O ataque russo à Ucrânia "abala a fundação da ordem internacional", afirmou o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, nesta quinta-feira (24), condenando fortemente a incursão militar.

"A recente invasão russa abala a fundação da ordem internacional, que não permite tentativas unilaterais de mudar o status quo", disse o premier a jornalistas após uma reunião do conselho de segurança do país.

"Condenamos fortemente a Rússia. Vamos coordenar esforços com a comunidade internacional, inclusive os Estados Unidos, e lidar com isso rapidamente", acrescentou.
O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, qualificou nesta quinta-feira (24) o ataque russo contra a Ucrânia como "injusto e injustificável" e garantiu que a União Europeia (UE) e a Otan trabalham para dar uma resposta imediata.

"O governo italiano condena o ataque da Rússia contra a Ucrânia. É injusto e injustificável. A Itália está junto do povo e das instituições ucranianos neste momento dramático", disse Draghi em um comunicado.

"Trabalhamos junto a nossos aliados europeus e à Otan para responder rapidamente, com unidade e determinação", completou.
*Com informações da AFP
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