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Publicado 31/07/2023 19:16
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Os Estados Unidos se comprometeram a "encontrar os recursos" para uma força de segurança liderada pelo Quênia no Haiti e, ao lado do Equador, apresentarão uma resolução no Conselho de Segurança da ONU para autorizá-la, informou o Departamento de Estado nesta segunda-feira (31).

No sábado, o Quênia anunciou que está disposto a liderar uma força multinacional no Haiti e a enviar 1.000 policiais para ajudar a "restabelecer a normalidade no país e proteger as instalações estratégicas".

Esta "proposta de implementação" requer um mandato do Conselho de Segurança da ONU.

"Os Estados Unidos ao lado do Equador vão apresentar uma resolução no Conselho de Segurança da ONU para dar esse passo" em "um futuro próximo", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, em coletiva de imprensa diária nesta segunda-feira.
Os Estados Unidos assumem a presidência mensal do Conselho de Segurança a partir de terça-feira.

Depois, o Quênia deve enviar uma missão de avaliação, "o que planejam fazer nos próximos dias e semanas", para analisar as condições de implementação, afirmou.

Uma vez terminada a missão de avaliação, o governo queniano falará "com outros aliados sobre qual tipo de assistência adicional necessitam, que países poderiam participar", disse Miller, revelando que os Estados Unidos farão parte dessas negociações.

Além disso, Washington se compromete a conseguir fundos.

"Estamos comprometidos a encontrar os recursos para apoiar esta força multinacional", afirmou Miller, que acredita que "é muito cedo para entrar em detalhes" sobre os fundos para essa ajuda, financeira ou material, e que outros países poderão contribuir.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, abordou o tema com o presidente do Quênia, William Ruto, no sábado.

Todd Robinson, um alto funcionário do Departamento de Estado, visitou Nairóbi nos últimos dias para acertar os detalhes.
As gangues controlam cerca de 80% de Porto Príncipe, capital de um país afundado no caos, onde os estupros, sequestros e roubos são frequentes.

Há meses, o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, pedem uma intervenção internacional para ajudar a polícia local, mas até agora nenhum país havia se voluntariado.

Além da insegurança, o pequeno país caribenho vive uma grande crise humanitária, econômica e política. Desde 2016, o Haiti não realiza eleições.
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