Joe Biden, presidente dos Estados UnidosAndrew Caballero-Reynolds/AFP
Publicado 22/09/2023 08:44
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou na quinta-feira, 21, os republicanos de "destruir" o sistema migratório, durante uma cerimônia do 'Congressional Hispanic Caucus Institute' (CHCI, Instituto do Caucus Hispânico no Congresso), na qual destacou que o desemprego entre os latinos está em índices "mínimos históricos".

Durante o discurso, o democrata de 80 anos, candidato à reeleição em 2024, cometeu um erro, mais um para a longa lista de gafes que preocupam os americanos devido a sua idade.

Ele se referiu ao 'Congressional Black Caucus' (Caucus Negro do Congresso) e não ao latino em um momento de seu discurso.

Biden elogiou a freira Norma Pimentel, diretora da organização Caridades Católicas e uma das homenageadas durante a cerimônia do CHCI, uma organização apartidária e sem fins lucrativos, integrada por congressistas latinos, além de líderes sindicais, empresariais e ONGs.

"Eu sei que Norma vive as lições que as freiras me ensinaram. Lições baseadas no Evangelho de Mateus: alimentar os famintos, cuidar dos doentes, acolher os estranhos", disse o presidente.
"Ecoam o que meu pai me ensinou (...) meu pai costumava dizer: 'Todos, todos têm o direito de serem tratados com dignidade e respeito'". "O 'Congressional Black Caucus' encarna todos estes valores", afirmou em seguida.

O presidente afirmou que tem o maior número de hispânicos no gabinete durante um discurso repleto de números.

Quatro milhões de empregos dos 13,5 milhões criados pelo plano econômico "Bidenomics" foram para os latinos e o desemprego entre os hispânicos registra "mínimos históricos", afirmou.

O presidente revisou as políticas de seu mandato e destacou que beneficiaram a comunidade latina. Ele citou como exemplo a ampliação dos serviços de saúde, a redução do preço de alguns medicamentos, os investimentos em infraestruturas e o alívio do peso da dívida estudantil.

Também mencionou os eixos centrais do seu mandato: que os ricos e as grandes empresas "comecem a pagar a parte justa", a proibição das armas de ataque e "ajustar o sistema de imigração quebrado".

"Infelizmente, muitos republicanos no Congresso sob (o mandato do) meu antecessor passaram quatro anos destruindo o sistema migratório", disse, em referência a Donald Trump, a quem poderá enfrentar novamente nas eleições presidenciais de 2024.

"Hoje, eles continuam minando a nossa segurança nas fronteiras ao bloquear a reforma bipartidária", acrescentou Biden, que culpa o Congresso pela crise migratória por não alcançar um acordo sobre uma reforma.

Os democratas são obrigados, segundo Biden, a utilizar ferramentas que não precisam da aprovação das Câmaras, mas ele prometeu que continuará lutando pelos 'dreamers' ('sonhadores', como são conhecidos os jovens que chegaram aos Estados Unidos ainda crianças) e para ampliar as vias legais de entrada de migrantes no país.

A influência dos latinos será fundamental nas eleições de 2024, nas quais mais de 30 milhões de hispânicos poderão votar para presidente.

Embora tradicionalmente os hispânicos votem nos democratas, o apoio desta comunidade aos republicanos aumentou nos últimos anos, como foi observado nas eleições de 2020 com Trump.
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