Paul Paul Alexander em 'pulmão de ferro'Reprodução
Publicado 13/03/2024 16:42
Paul Alexander, um homem que, devido às sequelas da poliomielite (também conhecida como paralisia infantil), viveu por sete décadas dentro de um aparelho médico cilíndrico conhecido como "pulmão de ferro", morreu aos 78 anos, informou sua família.
Alexander, que morava em Dallas, Texas, no sul dos Estados Unidos, contraiu a doença aos seis anos e ficou paralisado do pescoço para baixo. Por isso, precisou usar um respirador mecânico, que mantinha todo o seu corpo encapsulado, apenas com a cabeça de fora.
Apesar de seu confinamento, se destacou nos estudos. Ele se formou em Direito, trabalhou na área e escreveu um livro. "Foi uma honra fazer parte da vida de alguém tão admirado como ele", escreveu seu irmão, Philip Alexander, esta madrugada ao anunciar o falecimento no Facebook.
"Ele comoveu e inspirou milhões de pessoas, e isso não é um exagero", acrescentou.
De acordo com um obituário online, Paul Alexander morreu em 11 de março, mas as notícias sobre sua morte começaram a se espalhar nesta quarta-feira (13).
Christopher Ulmer, um ativista que apoia pessoas com deficiência e que lidera uma campanha de arrecadação de fundos para Alexander, também confirmou sua morte em uma atualização do GoFundMe na terça-feira. "Sua história viajou muito longe, influenciando positivamente pessoas em todo o mundo", disse Ulmer.
Uma publicação do final de fevereiro na conta oficial de TikTok de Alexander dizia que ele havia sido levado às pressas para a sala de emergência depois de contrair covid-19.
Os pulmões de ferro são câmaras seladas equipadas com bombas. Ao aumentar e diminuir a pressão dentro da câmara, os pulmões do paciente se expandem e contraem, fazendo-o respirar. Inventados na década de 1920, seu uso desapareceu após a invenção da vacina contra a poliomielite, que ficou amplamente disponível a partir de 1955.
Alexander detinha o recorde mundial do Guinness pelo tempo que passou dentro dessa câmara. Segundo relatos, Martha Lillard, de 75 anos, de Oklahoma, é agora a última pessoa sobrevivente em um pulmão de ferro.
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