Publicado 06/09/2024 12:38 | Atualizado 06/09/2024 13:43
Rio - O pianista brasileiro Sérgio Mendes morreu aos 83 anos em Los Angeles, nos Estados Unidos, na quinta-feira (5). A informação foi confirmada ao jornal O DIA pela família do músico nesta sexta-feira (6). "Sua esposa e parceira musical há 54 anos, Gracinha Leporace Mendes, esteve ao seu lado, assim como seus amorosos filhos", diz um trecho da nota enviada por familiares.
PublicidadeO brasileiro se apresentou pela última vez em novembro de 2023, em casas lotadas em Paris, Londres e Barcelona. Nos últimos meses, sua saúde ficou debilitada pelos efeitos da COVID de longa duração.
"A família está processando essa perda e mais detalhes sobre os serviços fúnebres e memoriais serão fornecidos posteriormente", conclui o texto.
Com mais de 60 anos de carreira, ele ajudou a difundir pelo mundo a bossa nova, MPB e samba, fez grandes parcerias musicais, entre elas, duas turnês com Frank Sinatra. O brasileiro ganhou um prêmio Grammy, dois Grammys Latinos e foi indicado ao Oscar em 2012 pela música "Real in Rio", apresentada no filme de animação "Rio".
“Há uma palavra em inglês que eu amo: Serendipity (dom de atrair o acontecimento de coisas felizes). Essa é a história da minha vida.”, disse Sergio Mendes
Nascido em Niterói, no dia 11 de fevereiro de 1941, Sérgio começou com o Sexteto Bossa Rio, gravando o disco Dance Moderno em 1961 e foi um dos artistas brasileiros de maior sucesso internacional. Ele gravou mais de 35 álbuns - entre eles "The swinger from Rio" (1964), "Ye-me-lê. Sergio Mendes & Brazil' 66" (1970) e "Arara" (1989)- e ganhou discos de ouro e platina em alguns deles. Entre os destaques de sua carreira de sucesso estão o som pop latino de seu icônico grupo Brasil '66 ; suas colaborações com lendas do jazz como Cannonball Adderley e Herbie Mann e o sucesso de "Never Gonna Let You Go ".
“Há uma palavra em inglês que eu amo: Serendipity (dom de atrair o acontecimento de coisas felizes). Essa é a história da minha vida.”, disse Sergio Mendes
Nascido em Niterói, no dia 11 de fevereiro de 1941, Sérgio começou com o Sexteto Bossa Rio, gravando o disco Dance Moderno em 1961 e foi um dos artistas brasileiros de maior sucesso internacional. Ele gravou mais de 35 álbuns - entre eles "The swinger from Rio" (1964), "Ye-me-lê. Sergio Mendes & Brazil' 66" (1970) e "Arara" (1989)- e ganhou discos de ouro e platina em alguns deles. Entre os destaques de sua carreira de sucesso estão o som pop latino de seu icônico grupo Brasil '66 ; suas colaborações com lendas do jazz como Cannonball Adderley e Herbie Mann e o sucesso de "Never Gonna Let You Go ".
Aos 21 anos, viajou para trabalhar em Nova York com Tom Jobim. "Foi um querido amigo, tive a grande sorte de trabalhar, ele fez lindos arranjos para mim. Foi o meu mestre. Quando fiz meu primeiro disco Bossa Rio, ia para casa dele em Ipanema, nós ficávamos trabalhando até 1h30, 2 horas na manhã, ele me levava na Praça XV para eu pegar a barca para Niterói. É um gênio. Se não tivesse havido as melodias do Tom, não teria havido a bossa nova", contou Sérgio no "Conversa com Bial" há três anos. Seu maior sucesso, foi a música "Mas Que Nada", composta por Jorge Ben Jor, em 1966, e regravada por grandes artistas ao redor do mundo, como Black Eyed Peas. "Passou a fazer parte do meu repertório, é um canto que fica na cabeça das pessoas. 'Mas Que Nada' todo mundo ama e canta junto, é a força da melodia. 'País Tropical', 'Chove Chuva', gravei todas ela com muito prazer", contou ele a Pedro Bial.
Sérgio Mendes morava nos Estados Unidos desde 1964 e deixa a mulher, a cantora Gracinha Leporace, dois filhos Gustavo e Tiago Mendes e netos.
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